O poder dos títulos de filmes pornô

23 12 2009

Um problema aparentemente comum no cinema pornô é o que fazer quando se tem uma cena com duas atrizes conhecidas, só rola uma cena das duas juntas e ainda precisa terminar o filme? A solução, como não poderia deixar de ser, é comum: pega algumas cenas perdidas no arquivo, atocha na edição e pronto, seu filme está pronto para ser vendido. Tem tudo para ser o caso desta Caroline Miranda vs Júlia Paes, o primeiro filme da Júlia Paes Series(*) que a Sexxxy resolveu fazer.

A primeira cena é com Carol Miranda, ainda mais turbinada, e Júlia Paes: o ator chega amarrado na suíte do motel, e enquanto  Júlia mostra que não gazeteou as aulas de pole dance, Carol desamarra o homem; o resultado lógico é que as duas resolvem fazer um show particular, em que Júlia confirma que era Thammy que gostava da coisa. Como estamos falando de filme pornô e a produção já gastou uma grana na suíte presidencial, gastou um pouquinho mais com um espumante, usado para molhar vaginas, pênis e tal, com isso animando as duas para atacarem o ator e… Bem, Carol deixou os outros dois por um momento e voltou com um dildo roxo, dando a deixa para Júlia sair e trazer um dildo vermelho – pois é, cada estrela com seu dildo, né?

Né… Júlia usa seu dildo na Carol, dá sono; Carol usa seu dildo na Júlia, a animação toma conta do filme; Carol senta no rapaz, volta a sonolência; Júlia senta no rapaz; para, no final, tudo acabar em jorro nos peitos siliconados de ambas as atrizes.

E aí acaba a participação de Carol e Júlia. E aí acaba o filme e começa a colagem de cenas.

A segunda cena começa com um casal se agarrando em outra suíte poderosa de motel, só interrompidos pela campainha do funcionário do motel (que, obviamente, não aparece) trazendo vinho. A atriz logo chupa o parceiro, começando com aquele clima de “tá difícil”, mas nada que o vinho não resolva. Depois de uns goles, os dois começam uma longa e cansativa trepada, entrecortada de comentários sobre a qualidade da suíte, até que param todo para reclamar dos outros quartos e beber mais vinho porque, afinal, tem que “ter atitude para dar o cu”; um analzinho básico e, depois que o ator goza, a atriz bate no peito e diz em alto e bom som “é na catiguria e na raça”. E mais vinho, ou cidra, como a Bia fez questão, bateu pezinho e fez pirraça, para comemorar o momento Bebel. Como se isso realmente fizesse diferença.

A terceira cena ainda tem menos enrolação, já começa com aquilo-na-mão e mão-naquilo, talvez para distrair o espectador mais arguto da bizarra decoração temática barbie-style do quarto. Descobrimos que o ator engoliu um coelhinho-da-duracell antes da cena, portanto tudo transcorre muito rápido, chupadas, “técnica do varrendo” (vou deixar para o leitor imaginar do que estou falando), 69, mal dando tempo da atriz tirar o sutiã e de respirar; aliás, se você for mais esperto, vai ver que a atriz não tem aquele capô-de-fusca. Tudo isso, aliado ao excesso de cuspes do ator e uma câmera malcolocada, ajuda a dificultar a visão da atriz levando por trás na hora do anal.

A quarta cena é feita na mesma suíte do terceiro quarto, só que com um negro e uma loura; negros com louras é uma poderosa combinação de clichês prediletos da indústria pornô. Somos brindados com a atriz ligando para a amiga, toda feliz porque pegou ‘o cara do show’; o ‘cara do show’ adentra a cena, mostrando que calça rasgada é hype. Tempo é item precioso, então não se demoraram muito nas preliminares, só dando tempo para uma olhada “eu vou dar Brazyl” da atriz; ela chupa, ele chupa com direito a pedido de piscada do cu, e o que seria uma trepada apenas rápida se transforma depois que o ator dá um urro e parte pra velocidade 50, com direito a anal e tudo.

Enfim, crianças, isto é a indústria pornô at its most enrolation.

(*) a Sexxy fez um monte de filmes da Júlia Paes com outras estrelas da casa, então batizamos de Júlia Paes Series.





A vida, as sagas e Caroline Miranda

23 12 2009

Sim, o original está aqui, e por algum motivo NUNCA tinha republicado neste Cahiers. Enfim.

Pois é, amiguentos. O novo fenômeno do pornô nacional é Caroline Miranda[bb], a dita sobrinha da Gretchen e coisa e tal, nova rainha do bumbum e tal e coisa. E chegou arrasando, logo com dois filmes. Vamos analisar a saga (no sentido Dragon Ball Z[bb] da palavra, claro) de Carol Miranda[bb] pelo pornô.

Fiz Pornô… Continuo Virgem

A primeira observação é: que diferença faz eu saber que este é um filme de Paul Snake? Enfim, um momento Sexytime de Carol Miranda na mesa de sinuca marca a primeira das aparições do Capitão Óbvio na saga.

A primeira cena contou com o já conhecido “fantástico” e “bem feito” som dos filmes da Sexxy, com Carol Miranda usando A MESMA PULSEIRA[bb] nos dois filmes da saga e um vestido feito de saco de colocar defunto (será que o IML lançou uma grife e eu não sabia?) e um ator que parece cover do Mau-Mau da Malhação e que lançou temdensia de jogar água oxigenada a esmo no cabelo. Falaram algo irreconhecível do tipo “você rebola” e fizeram uma DR (se você não sabe o que é DR, você definitivamente nunca namorou). Carol deixou sugar e passar o dedo, mas nada de entrar com tudo pela porta da frente, apesar dos insistentes pedidos quase desesperados do Mau-Mau cover; no entanto, a menina mostrou toda sua experiência em fornecer a porta de trás, e isso mesmo sabendo que ela sofreu com o tamanho do Mau-Mau cover.

Na segunda cena, uma boate e uma incrível cena de cavalheirismo: o rapaz tira a camisa e coloca no chão para que Carol possa deitar em cima e ser devidamente chupada. Carol pedia pra não parar enquanto o ator bombava mais preocupado em acabar logo antes do pessoal chegar pro show (Carol canta funk, caso tenha esquecido). E, claro, nada de porta da frente. E, o que é mais incrível em termos de Sexxy, cortaram corretamente na hora do grand finale da cena!

Entre a segunda e a terceira cenas se perdeu a criatividade de Paul Snake, já que ele definitivamente não é o genial J. Gaspar, e aí ouviram o Capitão Óbvio e fizeram A MESMA CENA na terceira e quarta cenas: mulher (loura na terceira cena, morena na quarta cena) se masturba e logo aparece alguém armado. Enredo é pros fracos. E, pra não dizer que é a mesma cena, na terceira cena a loura parecia um coelhinho da Duracell[bb] porque não parava, enquanto na quarta cena a morena e o cara saíram correndo (!!!)

Perdendo o Selinho

Sim, amiguentos, Carol Miranda acreditava em príncipe encantado que iria deflorá-la numa noite mágica até que tomou um chifre do namorado com a melhor amiga. Depois se infere que Carol Miranda tem flogão[bb], a partir da oração “Também vai receber umas fotinha dele”.

No final, Carol rompe o selinho com Victor Gaúcho, “o descabaçador”, numa vibe cover de Túlio Maravilha que, afinal, nos maravilha com o seu já conhecido banho de interpretação (quem viu “Pecados e Tentações” sabe). E noite mágica é o escambau, tem um som horroso, qualidade musical zero e um cameraman que precisa URGENTE um curso de cameraman. E tudo isso com uma lingerie de zebrinha (Capitão Óbvio virou wardrober?) e salto alto. Classe. Tela Class.

Aliás, a cena estava animadíssima. Tão animada que quase levantei pra passar um café[bb]. Talvez porque Carol estava tensa. Enfim, o momento da defloração… frases clássicas como “pára, pára”, “tira, tira, tá doendo”, “vou pôr só a cabecinha”. Victor teve que trocar a camisinha por causa do sangue. Aliás, foi necessária uma toalha pra limpar o sangue que escorreu. E, como não poderia deixar de ser em se tratando de defloração, Carol sofre, expõe a sua dor e torna a cena tensa. Cena, aliás, que melhora depois que, já sem o selinho, Carol fica por cima. E nos brinda com a seguinte pergunta, ao ver Victor jorrando fora: “Não tem perigo de engravidar[bb]?”. Malhação style! E, como toda usuária de flogão que se preza, Carol tira diversas fotos.

E, ufa, chegamos à segunda cena, onde o áudio continua desregulado e uma discussão filosófica digna de Malhação entre Marcelinha, Bianca Lopes e Igor sobre se Carol forneceu só a porta traseira na cena anterior é salpicada com questionamentos sobre a lotação do motel onde o filme é gravado e frases como “toda funkeira gosta” e Bianca dizendo que “eu não tenho esse problema porque não sou cabacinho”. Marcelinha se retira e Bianca, que gastou um bom dinheiro com uma lingerie de oncinha (por que? por que?) vai trepar com Igor. Cada posição é antecedida de uma discussão animada sobre como a fariam, dá gosto de ver. E a cena até ia bem, Bianca Lopes inclusive se lembrou de tirar a bota e tal. Mas…

Aí alguém tinha que colocar uma cena tosca, o telefone[bb] toca e lá vão os dois pelados correndo no meio do motel para salvar a abandonada Marcelinha no quarto do lado. Bianca Lopes sai para pegar algo e, claro, Marcelinha e Igor transam. O término da cena era tão óbvio que, ao voltar, Bianca exclama um “eu já sabia”; mas aproveita também e divide o leite com a amiga.

Na terceira cena, Carol Miranda encara o genial, fantástico, sensacional Carlão Bazuca. Fazendo a necessária observação de que a aquisição da habilidade “dar a porta da frente” melhorou muito a já excelente rede de habilidades orais e anais de Carol Miranda, fica a nota de que Carol estava bem mais à vontade. Na verdade, seria uma cena sem nenhum atrativo especial se não fosse o sensacional piti de Carlão Bazuca ao saber que Carol não era mais virgem. Sério, alguém precisa levar Carlão Bazuca para Malhação!

Concluindo a saga

Caroline Miranda tem tudo para ser uma das grandes atrizes do pornô nacional, basta perseverar no caminho e se inspirar nos exemplos de Márcia Imperator e Bruna Ferraz.





Quem viu viu, quem não viu…

21 12 2009

releia o que postamos sobre Regininha Poltergeist. Afinal, agora ela é vendedora das Casas Bahia e fiel da Bola de Neve. Pelo menos, na matéria, ela disse que não se arrependia de sua carreira em músicas de Fausto Fawcett, revistas masculinas e pornôs.

Sim, e talvez um dia façamos a resenha de “Perigosa”, o primeiro filme pornô dela.





Clássico instantâneo

12 12 2009

A editora-adjunta, ao ler este post, exclamou que o filme do André Cowboy (ex-BBB9, se você se esquceu) nem saiu e tem toda a cara de clássico deste CdP.

Duvida? Eu não tenho dúvidas de que ela está certa.





Vivi, depois Fernandinha

6 12 2009

Essa história de fazer filme pornô deve valer a pena, ou algo assim. Tanto é que diversas subcelebridades migraram para este mercado (e, de quebra, deram origem a este blog). E, agora, começamos a ser apresentados a atrizes cuja única credencial é… serem parentes de subcelebridades.

Antes de Agora é a vez dela, eu nem sabia que Vivi Fernandez tinha irmã; por causa do filme, soube que ela tem irmã, se chama Fernandinha e que estreou no pornô com as graças da irmã subcelebridade; como se fosse pouco, uma estréia internacional, com o selo Buttworx (a dos filmes estrangeiros) e o diretor Jazz Duro. De bônus, a abertura do filme dá uma cutucada na Sexxxy, ao dizer que “aqui não tem essa de virgem”.

A primeira cena começa com um fotógrafo, uma voz mezzo-gaúcha-mezzo-estrangeira, visual de colegial, “vergonhinha de gaúcha” (seja lá o que isso signifique), fotos e Nicole (Fernandinha Fernandez) dizendo que quer entrar na indústria pornô e tal. Nicole, ops, Fernandinha ouve atentamente Jazz explicar como ela deve se portar e perguntar como ela fica com tesão enquanto o fotógrafo-testador cheira a calcinha dela, depois descobre que, na indústria, o “teste do sofá” se chama “teste da chupada”; devemos dizer, chupar não é uma tarefa difícil para Fernandinha, pelo contrário, ela gosta do assunto, com direito a garganta profunda e baba pra todos os lados.

Depois de descobrirmos que Fernandinha é favorável ao desmatamento total da zona do agrião e que ela não atendeu ao telefonema de Elke Maravilha pedindo a bota de volta, “sente até o que não quer” na penetração (ficamos sem saber o que Fernandinha quis dizer com ‘não quero sentir’); também descobrimos que ela não consegue segurar a língua e fala o tempo todo. Como Fernandinha quer logo seu lugar ao sol, disse que “fazia tempo que não dava o rabinho” e abriu logo a porta traseira na primeira cena do primeiro filme. Não evitou de se machucar com a bota, mas cumpriu brilhantemente seu teste e, após a pergunta final, foi aprovada, só ficando triste por não fazer mais cenas.

Na segunda cena, Fernandinha aparece vestida de menininha, com direito a quarto de motel transformado em quarto de criança et al. O tio chega pra cuidar da menina e ouve, estupefacto, a menina contar suas estripulias sexuais com os amiguinhos; enquanto ele repete “titio é gay” como se fosse um mantra, recebe uma chupada da menina – que, num momento jabá, diz que aprendeu tudo no site da Brasileirinhas – e ameaça recitar o artigo do Código Penal que criminaliza sexo com menores.

Depois de Fernandinha lamentar “não conseguir brincar direito” e fazer mais uma garganta profunda, brinca com seu dildo de estimação para descobrir que um órgão sexual masculino de verdade “é bem melhor”, faz até DP com o tio e o dildo, chantageia-o para levar sempre, ao que ele responde com “tu que vai ser presa por me abusar”. Para terminar, um close… no bichinho de pelúcia. Vai entender.

E chegamos à terceira cena, em que um ator se apresenta, diz que “ela (Fernandinha) agora só quer fazer hard”, e imediatamente desce a escada Fernandinha no melhor Ropahara way of dressing, o que faz o ator exclamar “eu amo esta empresa!” – não, não teve Ballmer dance antes. Tanta animação se transformou em velocidade, já ele que ‘queima etapas’ para rapidamente mostrar todos os buracos dela, cair de boca e ouvir de Fernandinha que iria só fazer sexo anal; menos sorte teve Fernandinha que, já que ele só abriu o zíper, teve que se envolver numa briga feroz com a calça do ator para cair de boca.

Enfim, logo somos apresentados a um desfile de posições de sexo anal, quase um manual da posição, com um fist fucking com anel e tudo (o que fez a Bia ficar com medo) no meio, até a hora final, em que vemos que Fernandinha gosta de brincar com o esperma. E, para terminar, Fernandinha beija a câmera.

***

A pergunta do leitor deste blog, depois desse catatau de parágrafos, é: Fernandinha Fernandez tem condições de sobreviver na indústria pornô sem o patrocínio da irmã Vivi? Tem, sim, e principalmente porque entrou de corpo e alma no pornô, sem medo de anal e coisas mais hard.





Sobre Leila Lopes

3 12 2009

Leila Lopes foi encontrada morta. Enquanto a Brasileirinhas não lança um box com os três filmes dele, relembre as nossas resenhas da trilogia pornô dela: Leila Lopes e a invenção do overpornô, A overvolta e O fim épico de uma overtrilogia épica.

Este blog, claro, se junta à Berenice no luto pela Leila.





Olha só, virei coelhinha!

12 11 2009

A Playboy brasileira é o homem doente do erotismo nacional. Edição após edição de ensaios desastrosos, desperdiçando mulheres maravilhosas, levaram a outrora glamurosa publicação ao descrédito; frases como “a Playboy atual mostra menos que a National Geographic[bb]” se tornaram comuns.

Não é necessário ser um gênio para inferir que a notícia que Fernanda Young[bb] seria capa da revista em novembro causaria alvoroço nos meios eróticos brasileiros; a própria escritora tratou de fazer a parte dela, usando a sua conhecida capacidade de atrair atenção para hypar ao máximo o ensaio, inclusive com frases como “o ensaio servirá para salvar o erotismo” e outras frases de marrentice não ouvidas no Brasil desde quando Romário, Túlio Maravilha e Renato Gaúcho jogavam futebol.

Enfim, chegou novembro e junto a Playboy com Fernanda Young, e este Cahiers acabou instado pelo público a resenhar o ensaio foto a foto. Então, segura Berenice porque a jornada é longa!

***

Começamos pela capa, em que FY aparece vestida de coelhinha contra um fundo branco. Não entendi o que a foto exprimia, talvez uma tentativa de resposta à pergunta “como uma Suicide Girl se sairia de coelhinha da Playboy?”. Como tenho certeza que meu nível de inteligência não consegue alcançar o que a Young escreve/faz/etc, ficamos assim: o burro sou eu que não entendi.(1)

A foto de abertura, que ocupa duas páginas, tem o mérito de botar as cartas na mesa, com Fernanda numa pose “I’m too cool for you all” e a insinuação de uma estética editorial-de-moda-de-revista-de-descolado.(2)

Na página seguinte, um texto da Young que dá o enredo do ensaio: uma mulher que espera o homem dela para um encontro e, já que ele não chega, se irrita e resolve bagunçar tudo. Como se isso importasse.

A segunda foto mostra a roteirista descabelada… era pra estar ansiosa? Porque parece, sim, ter acordado irritada porque esqueceu de tirar o espartilho antes de dormir. De bônus, aparece pela primeira vez na sua plenitude os pelos pubianos da moça; a Playboy já mostrou mais peludas (Cláudia Ohana) e com pelos mais ‘deixa ao natural e vê o que acontece’ (último da Vera Fischer), então só consigo imaginar que a polêmica por causa disso se deve ao fato de que fazia tempo que a Playboy não mostrava pelos pubianos at all.

A terceira foto mostra a artista procurando algo ou alguma coisa. Seria idéias novas pro programa dela no GNT? Ou então o contrato das fotos, já que ela não lembra mais a parte dela nos ganhos? Enfim, como diria @oclebermachado, é uma questão pontual.

A quarta foto é quase uma revisitação da foto de abertura, só que tirada de mais longe e com mais pelos pubianos.

A quinta foto passa uma impressão de “olha, estou entediada, então vou mostrar que sei levantar o púbis e vocês vão ver minha racha”.

A sexta foto é uma homenagem ao narcisismo… que acabou sendo mais notável pelo erro tosco de Photoshop. Aliás, erros bisonhos de Photoshop são uma marca O símbolo da fase atual da Playboy brasileira.

A sétima foto, também de duas páginas, mostra Fernanda estirada na cama, com seu inseparável espartilho, nervosa com alguma coisa sendo dita pelo telefone. Será o tal homem que não vem? Será que é alguém da Playboy avisando que num mundo em que todo mundo baixa fotos na internet não se vende mais 1 milhão de exemplares? Será algum produtor lamentando por uma eventual não-produção de “Os Normais 3″? Será alguém avisando que a Amy Winehouse ligou e pediu a peruca de volta? Who knows?

A oitava foto tem um sutil product placement da Heineken (que outra cerveja usa garrafas verdes?) e… bem, meu alerta de “fotos conceituais” disparou. Se tem uma coisa que poderia sumir da face da Terra que não faria falta alguma, com toda sinceridade, são essas “fotos conceituais” que todo fotógrafo coloca em ensaios da Playboy.

A nona foto… ah, a nona foto. A foto do pôster. A que ocupa três páginas. A que foi feita para ser colada em paredes de borracharias Brasil afora. Foto em que FY entra no clima, ao envergar a mangueira para lavar o chão, e aproveita para fazer a alegria de quem a acha uma chata de galochas. No final das contas… é uma foto de pôster da Playboy? É. O pôster da Playboy deve ser fonte para inspiração onanista? Deve. O pôster de FY cumpre o objetivo de inspiração onanista? Se alguém se inspirar com a foto, sim; se ninguém se inspirar, não. #oclebermachadofeelings

***

Já na décima foto… ah, os editoriais-de-moda-de-revista-de-descolado… tão modernos, tão supercools, tão chegados a fetiches como ver FY trocando selinho com uma Mortícia Addams wannabe em duas páginas…

A décima primeira foto marca um novo adereço no arsenal da roteirista: a calcinha da vovó. Pena que a Mortícia wannabe foi obrigada a dar um peteleco numa mosca que estava na parte de trás do joelho da escritora. Deve ter algum conceito na foto, mas enfim.

A décima-segunda foto é uma homenagem à Madonna; Miss Young vai à janela e grita “Jesus apaga a Luz!”

A décima-terceira foto (insira piada com Zagallo aqui) é uma homenagem de Fernanda ao seu púbis, aos seus pêlos pubianos, aos seus grandes lábios etc e tal.

A décima-quarta foto, que beleeeeeeeza(3), batiza este post, já que é o grito de “mãe, olha só, virei coelhinha!” com direito a cordão de prata do coelhinho da Playboy.

Décima-quinta foto. Dedo enfiado no cu. Too much concept. Oficialmente sou burro demais para esse ensaio, mas continuamos em frente.

Décima-sexta foto. Sabe a quinta foto? Pois é. Coloca uma mesa no lugar da cama.

A décima-sétima foto é uma homenagem a “O Silêncio dos Inocentes” – sim, eu sei, fotos conceituais, né?

A décima-oitava foto é uma homanagem a algum filme obscuro da Nouvelle Vague sueca que só a Fernanda ou o Bob Wolfenson (o fotógrafo do ensaio, só pra constar) deve ter visto. Duas fotos conceituais em sequencia. Isso cansa, viu Playboy?

Na décima-nona foto… pés amarrados. Podólatras de todo o mundo, uni-vos, porque alguém alimenta seus fetiches em uma revista masculina de circulação nacional!

A vigésima foto é absolutamente sensacional. Nada pode ser mais “foto conceitual” que uma foto que mostra UM joelho amarrado e DUAS marcas de UMA meia 7/8 um número abaixo do que FY usa. É demais, viu?

A vigésima-primeira foto é mais uma homenagem a fetiches, agora é aos praticantes da bondage. Para reforçar a idéia de prisão, Young fica no chão em frente a uma grande fechada; aparentemente conseguiram, com a exceção da Bia, que começou a cantarolar “carcará, pega, mata e come”.

A vigésima-segunda foto mostra Young com cara amarrada dentro de uma gaiola. Se o objetivo foi mostrar como o mundo prende a criatividade de FY ou algo inteligente e polêmicozinho do tipo, só me deu vontade de cantar a música da Dança do Passarinho. Aliás, o Gugu não canta mais essa música na Record, né?

A vigésima-terceira foto mostra Fernanda mostrando o dedo para os leitores. No thanks.

A vigésima-quarta foto mostra a autora pichando “O único motivo razoável para o seu sumiço seria você estar morto” com um batom vermelho. Como homem, não entendi a lógica da foto; já a Bia viu uma conexão com os 20 anos da queda do Muro de Berlim.

E a vigésima-quinta e última foto mostra Young algemada com algemas de ouro. Chique ser algemado com algemas de ouro. Daniel Dantas não teve algemas de ouro. A dona da Daslu não teve algemas de ouro. Fernanda Young wins!

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No final… o que resta do ensaio de Fernanda Young para a Playboy?

Sim, é uma versão revista-masculina de um editorial-de-moda-de-revista-de-descolado. Em outros tempos, o ensaio só se sustentaria pela polêmica que Young cria em torno de si mesma, porque, francamente, é um ensaio maisoumenos.

Mas estamos numa era em que a coisa na Playboy está tão feia, mas tão feia, que ensaios maisoumenos se tornam o grande ensaio do ano. Afinal, a Playboy é o homem doente do erotismo nacional.

***

(1) A Bia é fã da escritora Fernanda Young. A Bia entende a escritora Fernanda Young. Alguém neste Cahiers não é tão burro assim, afinal.

(2) Não vou colocar nome de revista, mas lembre-se de uma música da Madonna.

(3) Usei um bordão do Milton Leite só pra cortar a sequencia de piadas com o Cléber Machado.





Por isso algumas pessoas se tornam lendárias

31 10 2009

Como as pessoas se tornam lendas? Como elas saem do simples “é bom”, passam pelo “gênio” e chegam no estágio superior da mitologia? Eu não sei como as pessoas chegam lá, mas acabei aprendendo a reconhecer as que chegaram lá.

Por isso não resisti a Foda Radical, filme caça-níquel da Brasileirinhas que coloca o ex-Cláudia Raia, ex-ator da Globo, ex-astro da Casa dos Artistas, ex-rinoceronte, ex-garoto-propaganda de vale-tudo, ex-ator pornô, ex-tudo, atual sei-lá-o-quê-na-Record e Mestre do Universo Alexandre Frota no seu lugar de lenda viva. Filme criado a pretexto de mostrar uma cena inédita de Frota com Nikki Rio, a Brasileirinhas acaba dando um longo passeio de 3 horas e 9 cenas pela carreira pornô do astro e, involuntariamente, mostra como Alexandre Frota se tornou a figura larger than life que ele é. De bônus, uma grande lista de atrizes que contracenaram com Frota nestas cenas; ficaram de fora, por exemplo, tia Rita Cadillac e Márcia Imperator.

(Nota: fiz um esforço para tentar identificar o filme original da cena e a atriz com quem Frota contracenava. Óbvio, não consegui nada próximo de 100% de acerto. Enfim.)

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A primeira cena é a inédita com Nikki Rio; a atriz e seu clitóris avantajado se esfrega no corrimão, esperando que a luz estourada anuncie a presença do Frotinha. O rino não quer conversa e sim agarração, o que dá a Nikki a chance de mostrar o quanto se aprimorou na arte de engolir atores. Já em ponto de bala, nosso personagem principal pôde mostrar o quanto é mestre absoluto na arte de cobrir fêmeas à sua maneira documentário-de-animais-fazendo-sexo-no-Discovery. O leitor mais atento entendeu que Frota não ficaria muito tempo sem usar sua marca registrada, a posição do rinoceronte, e isso aconteceu depois de mais uma sessão de felação; da mesma maneira que o conhecedor mais astuto adivinhou que Frota iria, como sempre, explorar os limites da flexibilidade feminina na hora do sexo.

E quando você acha que “ah, agora vai acabar”… nah, aparece um divã e Frota volta a cobrir Nikki num remix da posição do rinoceronte. Ficam de saco cheio do móvel recém-aparecido, voltam pra cama, uma sensação de “já vimos isso há 10 minutos atrás, né?”, Nikki foi finalizada mas não bateu 3 vezes, o que permitiu a Frota continuar arrombando até a difícil ejaculação, com um EPIC FAIL da sonoplastia de bônus (é Brasileirinhas, né?).

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E vamos à segunda cena, de “A bela e o prisioneiro”, com Karol Angel, Letícia Scott e um Frota no início da sua jornada pornô, vestido de bicheiro pobre. Um pagode no meio da rua de uma favela é interrompido por uma música tensa de suspense com uma morena rebolando; a câmera distorce para Frota e a morena saírem do pagode e entrarem num barraco com uma mudernésima cenografia de maderite. No agarra-agarra Frota até derrama cerveja no chão (espera-se que tenha sido cerveja ruim) e, enquanto ela chupa, o DJ volta do banheiro e coloca musiquinha-de-fundo-de-filme-pornô. Frota mostra todo o seu vigor de quando era mais jovem e mais acrobata, quase arranca como um troféu de guerra os grandes lábios da morena ao ritmo de uma música de jogo de Master System e tenta arrombar a boca dela com as bombadas.

Não satisfeito, ele joga a mulher de um lado para o outro como uma boneca de pano, quase destrói o cenário na penetração e inventa a posição pogobol (sim, a mulher pula!) até que alguém bate a porta. Para que continuasse duro, a morena engole Frota enquanto a amiga loura chega e é recepcionada pelo mito; Frota joga a morena pro quarto e a recém-chegada acaba sendo coberta pela lenda vida na mesinha da sala. Logo Frota leva a loura pro quarto e dá no couro das duas até que… pede água para continuar a cobertura; a morena coloca dopante na água, Frota bebe, jorra na loura, apaga, vai preso pelas policiais (sim, eram policiais!) e, preso pela segunda vez (pelo menos estava na manchete), aparece na capa do “The Sampa Times”.

Você já foi capa de jornal? Frota foi.

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Terceira cena. Frota na cadeia. Um videowall avermelhado. Alucinações por toda parte. Ou não. Uma morena. Frota cai de boca. Uma loura. Frota enfia em todos os buracos abertos das duas, pela frente e por trás. Puxa cabelo como se fosse corda para uma penetração mais profunda. Enfia. Enfia. Ejacula nas duas. Fim da cena-cabeça, tão cabeça que… J. Gaspar, por favor, me explica a lógica…

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Quarta cena, a primeira cena de “Na Teia do Sexo”, com Graziella Gucci. Frota como um detetive fracassado e desiludido com a vida, que faz roleta-russa e dispara… no momento em que acorda do pesadelo e entra uma cliente pedindo um serviço. Lógico que não demora muito para se agarrarem ali mesmo no escritório, trepando em cima da mesa de trabalho – sem saber que a assistente via tudo pela fresta da porta e se masturbava. Frota, para variar, quase sufoca a atriz, e explora todas as maneiras de se usar uma mesa como superfície trepatória, expandindo a ciência e a arte do cinema pornográfico.

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Quinta cena. Uma grande tatuagem de dragão, que depois se revela num corpo de uma loura, aparece lentamente com uma dança que, digamos, é uma versão mais erótica das danças garota-do-fantástico; logo depois, aparece uma morena com sutiã pontudo e, ao som de uma música de gosto duvidoso, aparece um clipe com melhores momentos de chupadas. Depois disso tudo, Frota cobre a loura e parece não se importar com nada mais até que para tudo, pede pra câmera focalizar a morena esperando, manda a loura olhar para a morena e se masturbar, ou algo assim.

Corte e a morena se masturba até que Frotinha cai de boca no grande grelo dela e rasga a meia-calça criando uma corda para amarrar as mãos da parceira e poder enfiar mais tranquilamente. Enquanto J. Gaspar provava que sequencia e edição coerente é pros fracos, Frota volta para a loura, que finalmente retirou o sutiã, e vê uma segunda morena adentrar a cena; a nova participante começa a se esfregar nas outras duas e acaba sendo coberta por Frota de uma tal maneira que faz cara de pomba-gira e recebe santo enquanto senta no nosso herói.

É, eu sei, tá confuso. Mas a cena ainda é mais confusa.

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Sexta cena, não percam a conta. Frota, aparentemente vindo do jiu-jitsu ou algo do tipo, chega em casa, ou numa casa, sei lá, e se atraca com uma loura que mostra toda sua fome, vontade e aflição de receber a Lenda. O rino rasga a calcinha da atriz pelos dois lados e, já que estava no ritmo, arranca logo o resto da lingerie para arrebentar no anal e fazer a loura gritar e se mexer ensandecidamente, tentando inclusive tirar a touca de Frota enquanto ele praticava a cunilíngua nela. O resto é Frota arrombando.

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Sétima cena, ainda estão aí? Duas louras com um figurino vindo diretamente da 25 de março se pegam, e para completar a festa Frota vem direto de um treino de vale-tudo; mal troca palavras e já vai cobrindo a primeira, depois fica muito doido e manda a primeira pegar uísque para que ele possa cobrir a segunda; não satisfeito, fica ainda mais doido e joga vinho na cara das duas, arremessa champanhe em uma, banha seu pênis de chocolate (ou algo do tipo) para as duas lamberem. Do nada, a cena para, Frota olha para a câmera e faz o seguinte discurso: “O Ministério da Saúde adverte: transar sem camisinha é prejudicial à saúde. Portanto, preserve-se, faça sexo seguro, afinal a vida não é um filme”; na volta do momento utilidade-pública, cobre freneticamente as duas, ejacula… jorra… rega a cara das duas, deixa as duas louras dormindo e vai se encontrar com uma terceira mulher.

Bônus para quem achar uma camisinha sendo usada na cena. Hipocrisia de ânus é pênis.

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Oitava e penúltima cena, retirada de “A proibida do sexo e a gueixa do funk”, em que Alexandre Frota ataca de DJ. Atrás das carrapetas, Frota gasta a rima: “O negócio é comer cu e boceta, e ainda vamos dizer ‘veremos’, com vocês Natália Lemos!”. Natália Lemos entra com visual popozuda e piercings, vai até o chão, acaba se agarrando com Frota ao som de funk ruim, e tal e qual luta de vale-tudo começam em pé mas logo vão para o chão, com Frota enfiando na frente e atrás.

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Nona e última cena. Um senhor de cabelos grisalhos observa a sua esposa louríssima se mostrando (sim, é isso mesmo, believe me); ouve a campainha tocar e abre a porta para Frota entrar. A lenda ouve do marido que ele é voyeur, gosta de ver a esposa com outros e que será recompensado monetariamente se a fizer gozar. Moral da história: Frota passa a cena inteira perguntando pro tio se está bom; até a garganta profunda que ele obriga a loura a fazer nele passa quase batida. O que importa é que no final a mulher aprova e ele recebe o checão.

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E com isso terminanos nosso passeio pela vasta carreira pornográfica do Mestre do Universo Alexandre Frota na Brasileirinhas. Aliás, isso me lembra que precisamos falar de algum dos filmes dele na Sexxxy. Mas isto é para outro post…





Se eu… ahn… uhn… deixa pra lá

5 10 2009

O ramo das paródias é um dos preferidos no mundo erótico, já que afinal você está embarcando numa história bem-sucedida e coisa e tal. Um exemplo é Se eu comesse você, da Brasileirinhas, que embarca no sucesso da franquia Se eu fosse você[bb], com o mesmo mote: “o que aconteceria se você trocasse de corpo com alguém do sexo oposto?” – claro, focando no sexo. Infelizmente, Se eu comesse você não inclui nenhuma subcelebridade; o casal protagonista é interpretado por Poax e Jéssica Gomes – prazer em conhecê-los.

Enfim, o filme começa com um banho de touca – para não estragar a chapinha, né – da empregada da casa (Cláudia Paiva) que, ao sair de salto (tipo, ninguém usa chinelo em filme pornô brasileiro?), toma um susto ao ver o patrão (Poax) pelado e já armado na cama dela; pergunta pela esposa, ele diz que não está, e lá vão os dois pro que interessa. Depois da demonstração da técnica turbina-de-avião de abocanhamento por Cláudia, o que ajuda a atriz a superar a pouca animação inicial (pelo menos no rosto dela), observamos uma tentativa malsucedida de fio-terra e o recebimento de algum espírito trepador pela atriz enquanto estava sentada no rapaz, o que levou os dois a transarem em posições de páginas pouco lidas do Kama Sutra[bb]. E, para completar, a siliconada (até no bico dos seios!) atriz acabou fazendo anal porque gozou no pênis do ator, o que, imagino, vá fazer alguns leitores se perguntarem qual a lógica disso.

Na manhã seguinte, depois de um tapa na bunda da empregada, Poax toma seu café despreocupadamente enquanto observa a esposa (Jéssica Gomes) descer as escadas; mostrando que viram todas as afamadas dramatizações do Fala que eu te Escuto, os dois começam a armar um barraco daqueles, com a esposa, entre outras coisas, acusando o marido de trepar com a empregada; não satisfeita, ela joga suco de laranja e torradas nele, enquanto ele tenta, sem sucesso, contemporizar; os dois chegam ao ponto de dizerem “eu queria ser você por um dia”.

E aí peço atenção do leitor para a cena seguinte: ele pega a torrada, tentando oferecer para  a esposa, ela pega na mão dele tentando pará-lo, a torradeira solta um raio laser (é, torradeira with lasers!) azul, os dois parecem um gato tomando choque de tão arrepiados, rola até morphing[bb] e mais recebimento de entidades.

Corte tosco e vamos para mais um banho, desta vez de Jéssica e sem touca, enquanto no quarto Poax causa muita vergonha alheia ao tentar ser séquiçi ao passar o creme no corpo; desculpaí Poax, você tentou parecer uma mulher num corpo de homem mas ficou parecendo uma bicha caricata. Bola pra frente, ela chega no quarto dizendo que tinha uma surpresa e os dois partem pra dentro um do outro, e então sabemos que Jéssica é adepta da moda da carequinha. Como era de se esperar, anal e poses para a câmera; a surpresa é quando a esposa mostra “os presentes” – dois consolos, com o primeiro testado analmente no marido enquanto o abocanha, e o segundo utilizado numa cinta para comê-lo na doggy style – você não se esqueceu que os dois trocaram de corpo, certo?. Não satisfeito, ele senta no consolo mas acaba descarregando na maneira ‘tradicional’ pornomente falando, com os dois louvando o choque.

Na terceira cena, a esposa Jéssica visita a amiga (Emanuelle Diniz) e as duas travam diálogos que poderiam muito bem estar numa novela do Manoel Carlos, mas não estamos no Leblon e sim num filme pornô, logo a amiga nota que “os seus (de Jéssica) hormônios estão à flor da pele” e as duas se pegam, iniciando um longo e didático desfile de consolos e maneiras de usá-los, só atrapalhado por um vazamento da voz do diretor.

E, porque em filme pornô tudo é possível, sabemos na quarta cena que o casal tem uma filha (Anita Amorim) que, enquanto os pais trabalham, recebe um cara procurando por eles e… já que os pais não estão em casa, ela transa com o visitante. A animação de Anita é empolgante, já que ela realmente parece gostar muito da coisa, e entre ação frenética e closes da bunda dela (não em HD, para alívio geral), Anita é a única que engole.

BONUS ROUND: Veja o making of. Sério. É melhor que o filme. Com direito a cachorros atrapalhando a épica cena do barraco, falha-nossa da torradeira, atores lerdos, câmeras que gargalham em horas impróprias e o fato de que, na quarta cena, não rolou anal apesar das inúmeras tentativas.





Cleo e a nova ordem dos Cadilacs

14 09 2009

Ah, Cadillac. Símbolo de luxo e carros grandes. Enormes. Com porta-malas imensos. Não por acaso, o genial Chacrinha[bb] usou a marca para batizar Rita Cadillac. Mas estamos na era de Velozes e Furiosos[bb] e da Nova GM… então a Sexxxy precisava lembrar disso na hora de lançar a nova Cadillac[bb], a sobrinha Cleo Cadilac, com um l só.

O material de marketing de Cadilac Sexxxy, o primeiro filme da moça, é todo em cima dessa tentativa de releitura da lembrança de Rita Cadillac nos tempos dos superesportivos: “o porta-malas do século”, “design super arrojado”, “bagageiro espaçoso”, “tunado de fábrica”. E, de bônus, a filmagem em HD, porque, vocês sabem, as pessoas precisam justificar a grana gasta em TVs de LCD[bb] e a Copa do Mundo é só ano que vem.

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Enfim, o filme começa com um momento Sexytime de Cleo com uma lingerie vermelho-cafona (nada contra o cafona, diga-se de passagem), com direito a closes altamente ginecológicos, porque afinal a Sexxxy descolou para o diretor Paul Snake uma câmera que não só grava em HD como também tem superzoom. Lá pras tantas, Cleo para, balbucia algo tipo “para quem curte os filmes da Sexxxy, curtam o meu Cadilac[bb]” e se enrosca com um ator(*) que, além de não ter cabelo, se arrisca a ter um aneurisma com uma veia na cabeça pedindo para estourar.

Os closes ginecológicos em HD continuam, mas tão closes que dá até pra ver uma espinha na bunda da Cleo e, com um pouco de zoom, dá até pra ver quantos pontos foram usados na cirurgia de silicone nos seios que Cleo fez. Óbvio que isso não impediu a estrela do filme de mostrar sua animação ao abocanhar o rapaz, nem o ator de tentar aproveitar ao máximo a oportunidade de aparecer transando com uma subsubcelebridade e mostrar toda sua força e velocidade; força e velocidade que deixaram a moça doida de tal maneira que saiu rasgando o lençol da cama com os dentes (prejuízo pro motel… coisa feia!)

E depois de tudo isso, com direito ao estilo rinoceronte-cobrindo-a-fêmea imortalizado por Alexandre Frota, acabou que Cleo não engoliu nem forneceu a porta traseira.

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Na segunda cena, o ator e a atriz, esta com uma lingerie bizarra com adereços escolhidos por alguém sob efeito das dorgas e meia, já aparecem se agarrando, com direito a lubrificante anal usado pelo ator como se fosse uma calda de sorvete, jogado aleatoriamente na moça. Depois da trinca atriz chupa-69-atriz chupa, o ator recebe o Miguel e só quer saber de anal, com direito a tentativas de anal giratório e Paul Snake, que deve ter visto algum filme de extreme anal, só animado os arrombamentos do ator.

Fora isso, digno de nota só a vontade repentina de mijar que a atriz teve no meio da cena. Sério.

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A terceira cena começa com a atriz que, depois de sair com o namorado e uma menina de um sítio para o motel e descobrir que tinha sido posta para escanteio manda o mancebo catar coquinho, usa seu moderníssimo Motorola V3[bb] para achar algum amigo disponível para que ela não perdesse a viagem; afinal que ela achou e o rapaz foi lá convidado para trepar com ela. É, eu também achei bizarro.

Ao chegar, o ator ouve a moça (com uma lingerie “normal”, o que é estranho no pornô nacional) contar uma história triste que inclui um “odeio canalhas” e trata logo de consolá-la, agarrando-a. A atriz mostra sua qualidade ao tirar a saia E manter a boca cheia; os supercloses em HD dão um tempo para uma espanhola básica, mas reaparecem assim que o dote do ator obriga a atriz a dar tudo de si no anal.

E, depois de dar de todas as maneiras possíveis, a atriz ainda ouve uma filosofia de botequim do rapaz, com coisas como “esquece esse cara, esquece essa menina”.

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Quarta cena. É, QUATRO cenas no filme, e só uma com a Cleo. Enfim, os atores já aparecem seminus ali pelo meio do caminho, dando tempo para closes ginecológicos de uma zona-do-agrião desmatada, zooms no ator cuspindo para lubrificar e detalhe na meia roxa da atriz. Atriz, aliás, que teve dificuldade para abocanhar, já que sua boca não tinha largura suficiente para engolir o ator por inteiro. Uma parada para a camisinha, um WCP tatuado no cóccix da atriz (what?), um ator que tomou alguns litros de energético e uma atriz que não só chegou a anunciar o gozo, mas também deu tapas de “vai cachorro” no ator.

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Sobre a estréia de Cleo? Tem futuro. Tem animação. Tem garra. Só não invente de cantar, por favor.

E o pensamento do filme? Da Bia: o mundo pornô em HD é um mundo com muita celulite, mas ninguém parece ligar para isso ao ver um cu arrombado em high definition.

(*) A Sexxy só dá o nome da estrela do filme nos créditos. FAIL.