Por isso algumas pessoas se tornam lendárias

31 10 2009

Como as pessoas se tornam lendas? Como elas saem do simples “é bom”, passam pelo “gênio” e chegam no estágio superior da mitologia? Eu não sei como as pessoas chegam lá, mas acabei aprendendo a reconhecer as que chegaram lá.

Por isso não resisti a Foda Radical, filme caça-níquel da Brasileirinhas que coloca o ex-Cláudia Raia, ex-ator da Globo, ex-astro da Casa dos Artistas, ex-rinoceronte, ex-garoto-propaganda de vale-tudo, ex-ator pornô, ex-tudo, atual sei-lá-o-quê-na-Record e Mestre do Universo Alexandre Frota no seu lugar de lenda viva. Filme criado a pretexto de mostrar uma cena inédita de Frota com Nikki Rio, a Brasileirinhas acaba dando um longo passeio de 3 horas e 9 cenas pela carreira pornô do astro e, involuntariamente, mostra como Alexandre Frota se tornou a figura larger than life que ele é. De bônus, uma grande lista de atrizes que contracenaram com Frota nestas cenas; ficaram de fora, por exemplo, tia Rita Cadillac e Márcia Imperator.

(Nota: fiz um esforço para tentar identificar o filme original da cena e a atriz com quem Frota contracenava. Óbvio, não consegui nada próximo de 100% de acerto. Enfim.)

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A primeira cena é a inédita com Nikki Rio; a atriz e seu clitóris avantajado se esfrega no corrimão, esperando que a luz estourada anuncie a presença do Frotinha. O rino não quer conversa e sim agarração, o que dá a Nikki a chance de mostrar o quanto se aprimorou na arte de engolir atores. Já em ponto de bala, nosso personagem principal pôde mostrar o quanto é mestre absoluto na arte de cobrir fêmeas à sua maneira documentário-de-animais-fazendo-sexo-no-Discovery. O leitor mais atento entendeu que Frota não ficaria muito tempo sem usar sua marca registrada, a posição do rinoceronte, e isso aconteceu depois de mais uma sessão de felação; da mesma maneira que o conhecedor mais astuto adivinhou que Frota iria, como sempre, explorar os limites da flexibilidade feminina na hora do sexo.

E quando você acha que “ah, agora vai acabar”… nah, aparece um divã e Frota volta a cobrir Nikki num remix da posição do rinoceronte. Ficam de saco cheio do móvel recém-aparecido, voltam pra cama, uma sensação de “já vimos isso há 10 minutos atrás, né?”, Nikki foi finalizada mas não bateu 3 vezes, o que permitiu a Frota continuar arrombando até a difícil ejaculação, com um EPIC FAIL da sonoplastia de bônus (é Brasileirinhas, né?).

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E vamos à segunda cena, de “A bela e o prisioneiro”, com Karol Angel, Letícia Scott e um Frota no início da sua jornada pornô, vestido de bicheiro pobre. Um pagode no meio da rua de uma favela é interrompido por uma música tensa de suspense com uma morena rebolando; a câmera distorce para Frota e a morena saírem do pagode e entrarem num barraco com uma mudernésima cenografia de maderite. No agarra-agarra Frota até derrama cerveja no chão (espera-se que tenha sido cerveja ruim) e, enquanto ela chupa, o DJ volta do banheiro e coloca musiquinha-de-fundo-de-filme-pornô. Frota mostra todo o seu vigor de quando era mais jovem e mais acrobata, quase arranca como um troféu de guerra os grandes lábios da morena ao ritmo de uma música de jogo de Master System e tenta arrombar a boca dela com as bombadas.

Não satisfeito, ele joga a mulher de um lado para o outro como uma boneca de pano, quase destrói o cenário na penetração e inventa a posição pogobol (sim, a mulher pula!) até que alguém bate a porta. Para que continuasse duro, a morena engole Frota enquanto a amiga loura chega e é recepcionada pelo mito; Frota joga a morena pro quarto e a recém-chegada acaba sendo coberta pela lenda vida na mesinha da sala. Logo Frota leva a loura pro quarto e dá no couro das duas até que… pede água para continuar a cobertura; a morena coloca dopante na água, Frota bebe, jorra na loura, apaga, vai preso pelas policiais (sim, eram policiais!) e, preso pela segunda vez (pelo menos estava na manchete), aparece na capa do “The Sampa Times”.

Você já foi capa de jornal? Frota foi.

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Terceira cena. Frota na cadeia. Um videowall avermelhado. Alucinações por toda parte. Ou não. Uma morena. Frota cai de boca. Uma loura. Frota enfia em todos os buracos abertos das duas, pela frente e por trás. Puxa cabelo como se fosse corda para uma penetração mais profunda. Enfia. Enfia. Ejacula nas duas. Fim da cena-cabeça, tão cabeça que… J. Gaspar, por favor, me explica a lógica…

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Quarta cena, a primeira cena de “Na Teia do Sexo”, com Graziella Gucci. Frota como um detetive fracassado e desiludido com a vida, que faz roleta-russa e dispara… no momento em que acorda do pesadelo e entra uma cliente pedindo um serviço. Lógico que não demora muito para se agarrarem ali mesmo no escritório, trepando em cima da mesa de trabalho – sem saber que a assistente via tudo pela fresta da porta e se masturbava. Frota, para variar, quase sufoca a atriz, e explora todas as maneiras de se usar uma mesa como superfície trepatória, expandindo a ciência e a arte do cinema pornográfico.

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Quinta cena. Uma grande tatuagem de dragão, que depois se revela num corpo de uma loura, aparece lentamente com uma dança que, digamos, é uma versão mais erótica das danças garota-do-fantástico; logo depois, aparece uma morena com sutiã pontudo e, ao som de uma música de gosto duvidoso, aparece um clipe com melhores momentos de chupadas. Depois disso tudo, Frota cobre a loura e parece não se importar com nada mais até que para tudo, pede pra câmera focalizar a morena esperando, manda a loura olhar para a morena e se masturbar, ou algo assim.

Corte e a morena se masturba até que Frotinha cai de boca no grande grelo dela e rasga a meia-calça criando uma corda para amarrar as mãos da parceira e poder enfiar mais tranquilamente. Enquanto J. Gaspar provava que sequencia e edição coerente é pros fracos, Frota volta para a loura, que finalmente retirou o sutiã, e vê uma segunda morena adentrar a cena; a nova participante começa a se esfregar nas outras duas e acaba sendo coberta por Frota de uma tal maneira que faz cara de pomba-gira e recebe santo enquanto senta no nosso herói.

É, eu sei, tá confuso. Mas a cena ainda é mais confusa.

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Sexta cena, não percam a conta. Frota, aparentemente vindo do jiu-jitsu ou algo do tipo, chega em casa, ou numa casa, sei lá, e se atraca com uma loura que mostra toda sua fome, vontade e aflição de receber a Lenda. O rino rasga a calcinha da atriz pelos dois lados e, já que estava no ritmo, arranca logo o resto da lingerie para arrebentar no anal e fazer a loura gritar e se mexer ensandecidamente, tentando inclusive tirar a touca de Frota enquanto ele praticava a cunilíngua nela. O resto é Frota arrombando.

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Sétima cena, ainda estão aí? Duas louras com um figurino vindo diretamente da 25 de março se pegam, e para completar a festa Frota vem direto de um treino de vale-tudo; mal troca palavras e já vai cobrindo a primeira, depois fica muito doido e manda a primeira pegar uísque para que ele possa cobrir a segunda; não satisfeito, fica ainda mais doido e joga vinho na cara das duas, arremessa champanhe em uma, banha seu pênis de chocolate (ou algo do tipo) para as duas lamberem. Do nada, a cena para, Frota olha para a câmera e faz o seguinte discurso: “O Ministério da Saúde adverte: transar sem camisinha é prejudicial à saúde. Portanto, preserve-se, faça sexo seguro, afinal a vida não é um filme”; na volta do momento utilidade-pública, cobre freneticamente as duas, ejacula… jorra… rega a cara das duas, deixa as duas louras dormindo e vai se encontrar com uma terceira mulher.

Bônus para quem achar uma camisinha sendo usada na cena. Hipocrisia de ânus é pênis.

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Oitava e penúltima cena, retirada de “A proibida do sexo e a gueixa do funk”, em que Alexandre Frota ataca de DJ. Atrás das carrapetas, Frota gasta a rima: “O negócio é comer cu e boceta, e ainda vamos dizer ‘veremos’, com vocês Natália Lemos!”. Natália Lemos entra com visual popozuda e piercings, vai até o chão, acaba se agarrando com Frota ao som de funk ruim, e tal e qual luta de vale-tudo começam em pé mas logo vão para o chão, com Frota enfiando na frente e atrás.

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Nona e última cena. Um senhor de cabelos grisalhos observa a sua esposa louríssima se mostrando (sim, é isso mesmo, believe me); ouve a campainha tocar e abre a porta para Frota entrar. A lenda ouve do marido que ele é voyeur, gosta de ver a esposa com outros e que será recompensado monetariamente se a fizer gozar. Moral da história: Frota passa a cena inteira perguntando pro tio se está bom; até a garganta profunda que ele obriga a loura a fazer nele passa quase batida. O que importa é que no final a mulher aprova e ele recebe o checão.

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E com isso terminanos nosso passeio pela vasta carreira pornográfica do Mestre do Universo Alexandre Frota na Brasileirinhas. Aliás, isso me lembra que precisamos falar de algum dos filmes dele na Sexxxy. Mas isto é para outro post…





Se eu… ahn… uhn… deixa pra lá

5 10 2009

O ramo das paródias é um dos preferidos no mundo erótico, já que afinal você está embarcando numa história bem-sucedida e coisa e tal. Um exemplo é Se eu comesse você, da Brasileirinhas, que embarca no sucesso da franquia Se eu fosse você[bb], com o mesmo mote: “o que aconteceria se você trocasse de corpo com alguém do sexo oposto?” – claro, focando no sexo. Infelizmente, Se eu comesse você não inclui nenhuma subcelebridade; o casal protagonista é interpretado por Poax e Jéssica Gomes – prazer em conhecê-los.

Enfim, o filme começa com um banho de touca – para não estragar a chapinha, né – da empregada da casa (Cláudia Paiva) que, ao sair de salto (tipo, ninguém usa chinelo em filme pornô brasileiro?), toma um susto ao ver o patrão (Poax) pelado e já armado na cama dela; pergunta pela esposa, ele diz que não está, e lá vão os dois pro que interessa. Depois da demonstração da técnica turbina-de-avião de abocanhamento por Cláudia, o que ajuda a atriz a superar a pouca animação inicial (pelo menos no rosto dela), observamos uma tentativa malsucedida de fio-terra e o recebimento de algum espírito trepador pela atriz enquanto estava sentada no rapaz, o que levou os dois a transarem em posições de páginas pouco lidas do Kama Sutra[bb]. E, para completar, a siliconada (até no bico dos seios!) atriz acabou fazendo anal porque gozou no pênis do ator, o que, imagino, vá fazer alguns leitores se perguntarem qual a lógica disso.

Na manhã seguinte, depois de um tapa na bunda da empregada, Poax toma seu café despreocupadamente enquanto observa a esposa (Jéssica Gomes) descer as escadas; mostrando que viram todas as afamadas dramatizações do Fala que eu te Escuto, os dois começam a armar um barraco daqueles, com a esposa, entre outras coisas, acusando o marido de trepar com a empregada; não satisfeita, ela joga suco de laranja e torradas nele, enquanto ele tenta, sem sucesso, contemporizar; os dois chegam ao ponto de dizerem “eu queria ser você por um dia”.

E aí peço atenção do leitor para a cena seguinte: ele pega a torrada, tentando oferecer para  a esposa, ela pega na mão dele tentando pará-lo, a torradeira solta um raio laser (é, torradeira with lasers!) azul, os dois parecem um gato tomando choque de tão arrepiados, rola até morphing[bb] e mais recebimento de entidades.

Corte tosco e vamos para mais um banho, desta vez de Jéssica e sem touca, enquanto no quarto Poax causa muita vergonha alheia ao tentar ser séquiçi ao passar o creme no corpo; desculpaí Poax, você tentou parecer uma mulher num corpo de homem mas ficou parecendo uma bicha caricata. Bola pra frente, ela chega no quarto dizendo que tinha uma surpresa e os dois partem pra dentro um do outro, e então sabemos que Jéssica é adepta da moda da carequinha. Como era de se esperar, anal e poses para a câmera; a surpresa é quando a esposa mostra “os presentes” – dois consolos, com o primeiro testado analmente no marido enquanto o abocanha, e o segundo utilizado numa cinta para comê-lo na doggy style – você não se esqueceu que os dois trocaram de corpo, certo?. Não satisfeito, ele senta no consolo mas acaba descarregando na maneira ‘tradicional’ pornomente falando, com os dois louvando o choque.

Na terceira cena, a esposa Jéssica visita a amiga (Emanuelle Diniz) e as duas travam diálogos que poderiam muito bem estar numa novela do Manoel Carlos, mas não estamos no Leblon e sim num filme pornô, logo a amiga nota que “os seus (de Jéssica) hormônios estão à flor da pele” e as duas se pegam, iniciando um longo e didático desfile de consolos e maneiras de usá-los, só atrapalhado por um vazamento da voz do diretor.

E, porque em filme pornô tudo é possível, sabemos na quarta cena que o casal tem uma filha (Anita Amorim) que, enquanto os pais trabalham, recebe um cara procurando por eles e… já que os pais não estão em casa, ela transa com o visitante. A animação de Anita é empolgante, já que ela realmente parece gostar muito da coisa, e entre ação frenética e closes da bunda dela (não em HD, para alívio geral), Anita é a única que engole.

BONUS ROUND: Veja o making of. Sério. É melhor que o filme. Com direito a cachorros atrapalhando a épica cena do barraco, falha-nossa da torradeira, atores lerdos, câmeras que gargalham em horas impróprias e o fato de que, na quarta cena, não rolou anal apesar das inúmeras tentativas.





O fim épico de uma overtrilogia épica

9 09 2009

ATENÇÃO: ESTE POST TEM SPOILER. NÃO DIGAM QUE NÃO AVISEI.

A trilogia de Leila Lopes, cujos dois primeiros episódios resenhamos aqui e aqui, já tem um lugar no panteão dos épicos do cinema pornô brasileiro… do cinema brasileiro… do cinema pornô mundial… enfim, um panteão dos épicos. J. Gaspar, Carlão Bazuca, Victor Gaúcho e principalmente Leila Lopes já têm seus nomes inscritos na posteridade. “Pecado Final” tem, então, uma imensa responsabilidade de manter o padrão dos filmes anteriores. E, para complicar, não conseguiram escalar Tamiry Chiavari para o filme; estaria Yumi Saito à altura da trilogia?

Enfim, Yumi entra na história como a mulher do verdureiro; sério, não consegui pegar o nome da personagem dela. E a história do filme em si começa com a mulher do verdureiro (Yumi) chorando com Marlene (Leila), Bentinho (Carlão) e Maneco (Victor), já que o marido dela fugiu com Ruth (Tamiry); tudo isso, claro, enquanto o locutor narra a história da maneira mais inspirada possível. Ninguém precisa gastar muito fosfato para entender que, no final, a corneada mulher do verdureiro vai se consolar com o corneado Maneco; como é filme pornô, claro, a consolação é na base do sexo, em uma cena que começa em altíssima velocidade e com direito a replay de Yumi abocanhando Victor. Depois a cena vai voltando à velocidade “normal”, de “normalidade” quebrada só por DOIS vazamentos da voz do diretor, edição de áudio FAIL.

Um corte, não, um retalho na continuidade (porque continuidade is for losers) depois e somos apresentados a Leila e Yumi se agarrando, com um sax irritante, cortinas esvoaçantes saídas diretamente de comercial de sabonete, o locutor animado “com a primeira vez de Marlene com outra mulher” e… câmera lenta. Melhor, c â m e r a  l e e e e e e e n t a . . . o que torna o que deveria ser uma cena clássica, bela e tudo o mais numa cena… sonolenta. E aí o espectador não nota a singela homenagem de Leila Lopes a Cláudia Ohana, nem que Leilão não cai de boca.

“Mas Cesar, o filme desceu a ladeira, então?”

Não. Felizmente não, porque o genial Carlão Bazuca finalmente entra em cena; cena esta que inicia com os pesadelos de Bentinho, onde Marlene é o diabo a tentar o seminarista que, calmamente, acorda, se ajoelha e se açoita (tá, nem tanto assim, afinal é filme) com um chicotinho; como o açoite não funcionou…

…Bentinho vai até o quarto de Marlene, passando o batom, e, enquanto a vela apaga, declara que “agora vai ser diferente” para a personagem de Leilão; logo somos informados pelo locutor que Bentinho pretende matar Marlene…

…não, claro, sem antes dar uma ultimazinha. Leila não engole, a voz do diretor vaza de novo, o que se esperava ser feito é feito e…

…no final, Bentinho esgana Marlene até matá-la de asfixia, numa cena que mostra aquilo que já vinha defendendo faz tempo: Carlão Bazuca tem tudo pra ir pra Malhação. Ou praquela novela dos mutantes da Record que, acho, até o Tiago Santiago perdeu o saco de ver. De relance, a Bia até achou que ele estava numa vibe Henri Castelli de se parecer.

E, ao ver Marlene estirada e morta, me pergunto se a Brasileirinhas terá a grande idéia de lançar uma caixa com a trilogia. Espero que tenha.





Pagode de aniversário

9 09 2009

Vamos logo num 2×1.

O Aniversário de Nossa Estrela (com Pamela Butt)

Pamela Butt estava fazendo aniversário e, em vez da tradicional festinha na copa, a Brasileirinhas resolveu fazer um festão. Chamou Silvety Montilla para fazer as honras da casa, e 30 caras, incluindo Kid Bengala, para se divertirem com a aniversariante.

A chegada de Pamela à sua festinha de aniversário tem algo de épica: desce do alto, rebola e se despe para gáudio do público presente. Não satisfeita, cai de boca, leva pela frente, leva por trás nos 29 com uma animação impressionante e ainda tendo tempo de berrar a cada minuto que, afinal, era a aniversariante. Imagino que tanta animação e berro seja porque, afinal, se não fosse assim ninguém ia aguentar acordado até o final.

Quando os 29 saem de cena, Pamela dá piti, faz beicinho, bate pé e chora até Kid Bengala surgir do fundo da terra, ou algo assim, num elevador, de smoking e tudo o mais que uma festa a rigor exigia.

E, sim, teve a festa, com parabéns e bolo, depois do senhor Bengala arrombar todos os orifícios da Pamela com a sua sutileza peculiar, quase de um lorde inglês.

Pagode Sexual (com Bruna Ferraz)

Bruna Ferraz e sua bunda interminável, Letícia Clioker, Fabiane Thompson e Suzane Rios começam mostrando todo seu samba no pé, ou algo que engana (como faz Bruna Ferraz), afinal ninguém está interessado nisso mesmo, num concurso de tapa-sexo no meio de um pagode com o já tradicional som malcalibrado da Brasileirinhas, com uma passarela vagabunda no meio de um galpão.

(Aliás, notável o fato de que, tirando a Bruna, nenhuma tinha peitos muito inchados; se siliconaram, parecia bem natural)

No final das contas, como esperado, Bruna Ferraz ganha o tal concurso e engana ainda mais no samba.

Um corte tosco para um motel e Letícia chora suas mágoas, com roupas de baixo brancas e tal, com um ator, também de roupas de baixo brancas, o que me leva a crer que Fábio Arruda deve ter dado conselhos à produção. Mas bola pra frente que a cama do motel estava rangendo demais, dando até a impressão que quebrou, e o som de fundo… cadê o som de fundo? Ih, sumiu!

Já Fabiane foi chorar suas mágoas com um tiozão de mecha, mas não foi suficiente, já que precisou de outro tiozão (sem mecha). Fabi engoliu o choro e muitas outras coisas, incluindo uma DPzinha básica.

Enquanto isso, Suzane “precisou ser acalmada” e fez outra cama ranger à beça (ei Brasileirinhas, tá na hora de exigir uma cama melhor dos motéis onde vocês gravam!) com um outro ator tão inexpressivo que nem anotei nada sobre ele :-P

Na cena final, dois atores, sendo um deles um misto de Vinny e Kléber Bambam (tenham medo, eu também tive) enchem a cara, mas não o suficiente para não subirem, já que chegou Bruninha toda animadinha e primeiro faz um por vez, o outro cara e depois o Vinny-Kléber Bambam; depois de brincar com gelo e tal, uma festa de DPs, em pé e deitado e tudo o mais.





Regininha poltergeist e o pornô experimental

9 09 2009

Quando a Brasileirinhas fanfarroneou que Regininha Sem Censura, o novo pornô da Regininha Poltergeist, seria “o mais quente e polêmico da carreira”, a minha dúvida era sobre o polêmico, já que até um documentário do Discovery Channel[bb] sobre a reprodução das amebas é mais quente que os insossos Perigosa e Sex City.

O problema é que o início do filme é algo tão desanimador quanto os filmes anteriores: a tradicional prévia com os melhores momentos das trepadas não ajuda e a abertura… bem, a abertura… mostra a Regininha de poltergeist azul evocando Invasão de Privacidade[bb]. Comecei a ficar preocupado, não só com o filme em si, mas com as idéias do diretor, o J. Gaspar.

E quando, na primeira cena, apareceu um ator sentado em alguma cadeira de brechó vendo a Regininha na TV em um galpão sem figurino algum, tivemos a certeza que o J. Gaspar teve uma overdose de Dogville[bb] e saiu se achando o próprio Lars Von Trier. E, não satisfeito em misturar Dogville e Invasão de Privacidade, J. Gaspar ainda espalhou CDs virados pelo chão numa tentativa de gerar reflexos e efeitos mas que só alcança o efeito OMGMYEYESAREBLEEDING!!!!!!!!!!!!!!!!!1!!!oneoneone E, não satisfeito, fez Regininha sair da TV para atacar o ator. E, não satisfeito ainda, fez os dois se atracarem contra a luz, relembrando os clipes do Fantástico dos anos 80. Tanta dose de experimentalismo não se refletiu tanto na trilha sonora, que é broxante, quanto no clima entre Regininha e o ator, que, digamos, inexistiu.

E aí chega a segunda cena, com Silvia Saenz no cenário minimalista-experimental fazendo o que o filme chamou de “participação especial”, ou seja, sem direito a prévia, partindo logo para a felação com um ator que não é menino do Rio mas tem dragão tatuado no braço. Estava até animada e tal, mas aí Regininha veio e quebrou a empolgação da cena, tanto que não houve ejaculação. EPIC FAIL.

A terceira cena seria indigna de qualquer nota se Regininha não tivesse radicalizado na estética experimental e… AH, VAZOU A VOZ DO DIRETOR DANDO ORDENS, “MAIS PRA CÁ”, “QUERO VOCÊS ASSIM”, “AGORA VIRA”! É! Vazou a voz do diretor mais de uma vez! Sim, aconteceu e foi sensacional!

Já a quarta cena, sabe-se lá porque, foi num quarto de hospital. Mas Regininha enfrentou o saiyajin do pornô nacional, Carlão Bazuca, numa cena com muito vigor físico e muita animação. A cena animada faz relevar até a tentativa tosca da Regininha de ser sensual e exagerar ridiculamente nas caras e bocas.

E na última cena, voltamos à estética experimental, numa cena em que, digno de nota, só os closes no orifício anal dignas de TENSO e o puro grito primal do ator ao ejacular.

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Enfim, se me perguntarem porque ainda insisto em resenhar filmes da Regininha Poltergeist… sei lá, eu gosto de tosqueiras :D





A overvolta

9 09 2009

Se lembram da alegria que demonstrei quando soube que Leila Lopes faria uma trilogia pornô? Pois é. Lá fui eu correr atrás do segundo filme da trilogia nelsonrodrigueana pornô encabeçada pela professora primária, O Pecado Sem Perdão, claro que preocupado se estaria à altura do genial primeiro filme da série.

O roteiro do filme começa onde termina o anterior, ou seja, Marlene, a personagem de Leila Lopes, querendo traçar Maneco (Victor Gaúcho), marido da irmã Ruth (Tamiry Chiavari), depois de trepar com o seminarista Bentinho (Carlão Bazuca, que nos créditos do filme aparece como Carlos Bazuca).

Não tem os fantásticos primeiros dez minutos do filme anterior, mas tem lá suas compensações; como aperitivo, Leila Lopes tomando banho de mar vestida de branco da cabeça aos pés enquanto o narrador (sim, volta o narrador em off!!!!) conta as ‘maldades’ de Marlene… é, pensei em Garota do Fantástico também. E aí vem o prato principal desse momento antes das cenas de sexo, uma conversa na hora do jantar entre Maneco e Ruth, que rapidamente vira barraco por causa dos ciúmes de Marlene, enquanto Bentinho corre para apartar. Vi a cena e pensei “parece novela do SBT”, depois pensei “não, é melhor, é cena de novela mexicana, é programa da Márcia Goldschmidt!”. Notável a performance de Tamiry gritando tresloucadamente “você é broxa, você é broxa” e arremessando uma saladeira em Victor; cadê o olheiro da Televisa que não viu isso?

Enfim, a primeira cena de sexo é entre Leila Lopes (vestida de plâncton) e Victor Gaúcho (numa vibe de professor de educação física da Malhação). Destaque absoluto da cena para o baile que Victor levou da roupa de Leila, a tal ponto dele desistir de abrir. Mas poderia ter escolhido a grande homenagem que Leila fez ao Calcinha Preta, ao rodar sua calcinha preta e perguntar “quer mais?”, pena que faltou o fundo musical adequado. Teve até o momento “sem jeito mandou lembranças” de Victor ao sofrer para evitar de machucar o céu da boca da atriz. Tá, o que importa é que, como inovadora que foi, Leila continua fazendo jus ao título de “inventora do overpornô”.

Já Tamiry e Carlão fazem a segunda cena de sexo, com uma grande atuação pré-transa dos dois, em que Tamiry mostra que aprendeu a chorar como atriz de Malhação e o sensacional Carlão mostra que aprendeu a fazer o papel de mané que vai consolar e acaba trepando. Uma cena mais parecida com o mainstream do pornô (incluindo sexo anal), com pouquíssimas trocas de palavras, silêncio rompido pelos gemidos e pelo chacoalhar imitando rabo de cascavel das pulseiras de plástico usadas pela Tamiry.

E a terceira e derradeira cena volta a juntar Leila e Carlão, em que Leila imita Tamiry na cena anterior e finge chorar para atrair o seminarista; a sintonia entre os dois está bem melhor que entre Leila e Victor, tanto que Leila está mais solta, mais “gulosa”. E, no final, Leila balbuciou que agora quer “uma brasileirinha”, o que não é uma citação à Brasileirinhas (Marlene, na trilogia, vem de um bom tempo em Amsterdam), mas ao fato de que, no capítulo final da trilogia, veremos Leila provavelmente trepando com Tamiry.

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Do resto? As falas do narrador em off ganharam um upgrade, se tornando mais rebuscadas; a cenografia ganhou um esmero maior; Leila Lopes continua sem colocar silicone.

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No final: está à altura do primeiro filme da série? Está, sim.

E deixo vocês com a sensacional frase do pai de Ruth e Marlene para Maneco: “Mulher braba é mulher fiel (…) mulher honesta é mulher azeda”.





As amigas da Suzana

9 09 2009

Enquanto os dois grandes filmes pornôs brazucas com subcelebridades do verão não são vistos por aqui – o novo overpornô da Leila Lopes e o novo da Regininha Poltergeist – vamos vendo esse Suzana e Amigas[bb] que a Brasileirinhas lançou com a Suzana Gaúcha, uma estrela em ascensão no cinema pornô nacional.

Suzana, claro, aparece na primeira cena, iniciando com uma tentativa de strip-tease; sim, tentativa porque Suzana e Amigas não tem pretensão filosófica ou cinematográfica alguma, só de mostrar muito sexo. Suzana troca, vá lá, duas palavras com o ator enquanto trepam; o único momento mais bizarro da trepada em si foi o jabá involuntário da marca de cueca que o ator usava enquanto era devidamente engolido pela atriz, product placement de melhor qualidade. Suzana mostrou que gosta do riscado, que é tecnicamente uma excelente atriz pornô, que fez prótese de silicone e megahair com bons profissionais e ainda abriu um sorriso no rosto ao receber o gozo.

A segunda cena é com a diva Mônica Mattos[bb]. Mônica é tão diva, mas tão diva, que vamos fingir que ela não usou uma rede de pescar como roupa, OK? Enfim, mesmo de bota e rede de pescar, a diva deu seu show, dominou a cena, porque Mônica Mattos é poderosa e trepa com a mesma naturalidade que nós, pobres mortais, bebemos um café.

A terceira é a Cameron Brasil; sim, o nome de guerra cita a famosa atriz, do qual, realmente, lembra levemente o rosto. A atriz encarou um ator que, pela tatuagem e pelo jeito de trepar, mostrou-se um discípulo de Alexandre Frota, e tentou vencê-lo usando a velha tática de berrar muito para ganhar no grito. Não sei se foi bem-sucedida, enfim.

E a quarta e última cena do filme é com outra estrela em ascensão do pornô nacional, a bonita Cínthia Santos[bb]. Seria uma cena que mostraria quanto Cínthia merece ser uma estrela em ascensão, ou mesmo quanto o bronzeamento artificial em excesso pode não cair bem… se não fosse a terrível dublagem. Sério, Brasileirinhas, tudo bem que vocês precisem dublar uma cena para dar mais “emoção” à cena, mas, POR FAVOR, dublem direito, por exemplo, não exagerando na altura do som da dublagem.





Pura história de um desejo

9 09 2009

Vamos iniciar o ano com o pé direito? Então tá. Duas resenhas em um único post. Peguem uma bebida e se preparem, porque lá vamos nós.

Puro desejo

Para quem não se lembra, esse é o filme que a Brasileirinhas fez a partir de uma cena da tia Rita Cadillac[bb] e do rinoceronte Alexandre Frota[bb], e que, tipo, os dois renegam, já que tentam uma vida no “pós-pornô”. Enfim.

A abertura do filme mostra a tia Rita caindo na baladenha, e corta logo para a primeira cena, a com o Frota. Chato é que o editor, provavelmente, foi ao banheiro nessa hora, e algum estagiário deixou a música (aliás, bem sonolenta) da abertura tocando; o ápice da bizarrice musical foi quando, na hora em que tia Rita praticava a felação no Frotinha, o estagiário botou uma música de corrida de jogo para Super Nintendo[bb]. Hilarity ensures.

(Aliás, devemos observar, Rita Cadillac melhorou MUITO a sua técnica. Não passa de uma tia esforçada, mas pelo menos já não é aquela coisa de chorar de raiva dos primeiros filmes.)

E, falando em momentos toscos, uma hora o rino Frota aparece subindo as escadas do quarto de motel de gatinhas. Sério, de gatinhas. Criação de clima FAIL.

Lá pras tantas o editor reassume as carrapetas, desliga a música e, coincidentemente, o filme anima. Frota dá suas bufadas, mostra sua refinada técnica animal de cobrir fêmeas e faz tia Rita gritar, assustada, ao ser violentamente penetrada pelo animal.

Na segunda cena, tia Rita gritou menos e até manteve diálogos com o rapaz. E insistiram com a música tosca, felizmente alguém recebeu a iluminação e cortou logo o fundo musical.

Terceira cena, a coisa começa a ficar cansativa para o espectador, e aparece um ator louro (provavelmente de água oxigenada) e com um jeitão surfista para entreter tia Rita, provavelmente como prêmio por ela ter tentado fazer uma dança sensual mas só estar parecendo meditação poser. Não tem diálogos e os gemidos baixos induzem ao sono, auxiliados pela música (ainda) tosca e pela cortina vermelha contra a luz. Passe um café, sério.

Quarta cena, e quem ainda não botou um filme do Jean Claude Van Damme[bb] pra ficar alerta vê a tia Rita, com um cordão com algo que parece rubi na cintura e bem mais animada que na cena anterior, com um ator vestido homenageando os garçons. Mas a estrela são duas frutas: a banana que é degustada e, fingindo ser chupada por tia Rita, é entregue ao garçom para que ele enfie a fruta nela; e a maçã que é mastigada por tia Rita enquanto recebe uma jorrada do rapaz nas costas.

Quinta cena, ninguém aguenta mais o filme, mas tem mais, agora é numa casa de praia com uma mistura de Dodi de A Favorita e Falcon. Cena, aliás, que serve de alerta sobre os perigos de ficar mais tempo que o necessário no bronzeador artificial, porque a pessoa fica quase torrada que nem a tia Rita. Do resto, cena externa, muito espumante derramado, posições acrobáticas (por um momento pensei que o Matheus Carrieri estivesse fazendo a cena, ele que gosta desse tipo de papagaiada) e, para terminar o filme, o Dodi-Falcon goza com a tia Rita deitada no banco do jardim.

Ufa.

Histórias de uma Gueixa 2

Primeiro, elogios à Brasileirinhas: cenários bem feitos, impecável em termos de figurino.

Na primeira cena, Júlia Paes[bb] mostra que academia e silicone podem funcionar. Ela está, para variar, belíssima, mostrando suas habilidades gueixas em se despir e depois com um consolo vermelho, tendo ao fundo música de filme oriental. Logo chega um mano com calça amarelo-fluorescente (ou seria fosforecente), trancinha e tudo no cabelo pra cair de boca na Júlia, que retribui mostrando sua técnica no fellatio. Chato é que aceleraram a velocidade da cena retalhando-a com diversos cortes, mas enfim, o filme é longo e vamos que vamos.

Na segunda cena, ela, Bruna Ferraz e sua bunda descomunal, com efeitos visuais chiquerésimos e muito bonitos (uau, Brasileirinhas!). Bruna mostra a sua grande capacidade de dominar a cena no grito, embora estivesse até bem calminha; mantém o espectador ligado na cena e garante que, ao levar ferro na frente e por trás, leve de maneira garbosa.

Na terceira cena, Yumi Saito/Anne Midori mostra que aprendeu direitinho a técnica do guarda-chuva assassino; quando se cansa de mostrar o que aprendeu, se despe e despe Márcia Imperator[bb]. As duas partem para a chupação mútua, esperando a entrada de um ator com uma roupa de cetim azul para combinar com o robe azul estendido no chão, afinal é uma produção de bom gosto. Márcia mostra que entende tudo de felação, depois vê Yumi/Anne levando ferro e berrando tresloucadamente, e depois ela mesma leva ferro. E dona Imperator leva a cena bem tranquila, deixa que Yumi/Anne até apareça mais que ela.

Já a quarta cena… Natália Lemos, a mais desconhecida de todas, teve a complicada incumbência de encarar o maior dote de todos. E se saiu muito bem, se mostrou completa, particularmente na felação, e isso apesar de esquecerem de ligar o chroma key.

E agora a cena final, a quinta. Bruna Ferraz e sua bunda que não acaba nunca pergunta “sentiram saudades de mim? Eu voltei!”; não satisfeita, brinca com um punhal (mas não muito perto pra não estourar o silicone) e faz cara de “se não me comer vou cortar sua ferramenta fora” pro ator, que acaba na desconfortável (hehe) situação de devorá-la pela frente e por trás. Definitivamente Bruna Ferraz nasceu pra ser atriz pornô.





A fome da girl

4 09 2009

Pois é, amiguinhos, hoje tem resenha pornô[bb]. Aliás, batalha de filmes pornô.

Deste lado do ringue, o mais novo da Brasileirinhas, “Fome de Sexo”, estrelando Kid Bengala e Márcia Imperator. Kid, aliás, sei lá, tenta passar a imagem de quem está ali se divertindo, que realmente tem tesão em trepar diante das câmeras e não está ali por dinheiro; deve ser aquele tiozão legal pra parar no bar, tomar umas cervejas e falar de qualquer coisa. E Márcia… é Márcia Imperator, period… “ai meu cu feladaputa” e berros do mesmo calibre. Aquela que sempre foi atriz pornô, mesmo quando era atração do programa do João Kléber. Enfim, temos também Quesia Benazi, Larissa Mendes e Belinha.

Já do lado de lá do ringue, Júlia Paes em “Sexxxy Girl”, novo blockbuster da Sexxxy, que vêm investindo em celebridades. Júlia Paes, para quem não sabe, é aquela que foi namorada do Thammy Gretchen, e isto basta. E Júlia puxa Melissa Pitanga, Letícia Clioker, Rogê, William e Igor; um dos três mancebos citados parece cover do genial Carlão Bazuca, o preferido das atrizes brasileiras, só não me pergunte qual é :P

***

Vamos agora, no round a round:

ROTEIRO – Roteiro é pros fracos no filme da Brasileirinhas[bb], é o Kid Bengala enfiando em qualquer buraco que esteja na frente; já no da Sexxxy[bb], se entendi perfeitamente, são moças relembrando trepadas inesquecíveis. Ponto para a Sexxxy, Sexxxy 1×0.

ABERTURA – Enquanto a Sexxxy atacava com clima de música do Enigma[bb], a Brasileirinhas vinha com cenas das atrizes urrando para Mr Kid, e a Belinha tentando copiar um visual Barbarella. Ponto para a Brasileirinhas, porque Enigma já teve seu tempo. 1×1 no placar.

PRIMEIRA CENA – A cena entre Kid Bengala e Márcia Imperator foi esquisita, Márcia não estava à vontade na cena (aliás, todo o desconforto dela aparece na cena do making of, em que ela se enche de uísque pra encarar a bengala do Kid), Márcia não deu seus tradicionais berros, Márcia não domina a cena, Márcia não consegue engolir tudo, Kid não consegue enfiar tudo. Mas o que oferece a Sexxxy? Júlia Paes se virando pra transar na escada com um cidadão paramentado como um pianista pai-de-santo. Fora que a música continua irritante. Fora que Júlia Paes entende do assunto, mas definitivamente não empolga. E gastar um dinheirão alugando uma mansão pra usar… a escada[bb]? Ponto para a Brasileirinhas, que vira para 2×1, e olha que nem citei o momento “Sexytime” da Júlia Paes.

SEGUNDA CENA – A segunda a encarar Kid Bengala é a Quesia Benazi. Moça esforçada e tal, mas definitivamente é inodora, incolor e insípida. Melissa Pitanga, fazendo o estilo “moça-intelectual-leitora-de-livros-mas-que-pega-fogo-por-dentro”, dançando sensualmente e levando pela frente e por trás, leva sem grandes dificuldades. Ponto para a Sexxxy, que empata em 2×2.

TERCEIRA CENA – Larissa Mendes é linda, Larissa Mendes aguentou Kid Bengala no rabo, Larissa Mendes entende do riscado, mas deu azar, porque na Sexxxy tem Júlia Paes e o Carlão Bazuca cover, pela frente e por trás, na já famosa cena em que Júlia anuncia aos quatro ventos que gozou em cena pela primeira vez. Como Júlia protagonizou um momento histórico, vamos relevar o fato de que essa coisa de trepar em banheiras de motel com pétalas de rosa e velas é incrivelmente clichê, vamos relevar o fato da Júlia frangar e não aguentar muito tempo por trás. É uma pena, Larissa, mas você deu azar de enfrentar um momento histórico e perder um ponto garantido, então é ponto para a Sexxxy, que vira em 3×2.

QUARTA CENA – Letícia Clioker encara um jardineiro, e sim, <insira sua piadinha engraçaralha envolvendo jardineiro trepando e material de jardinagem[bb] aqui>. Encarou por trás e não arregou, mas deu azar porque justamente na sua cena Kid Bengala finalmente encontra uma adversária à altura; Belinha encarou a bengala do tiozão com alegria e muita disposição por todos os buracos abertos, e por isso salva a partida para a produtora do Grupo Fallms. Ponto para a Brasileirinhas, o garoto do placar avisa que estamos em 3×3.

Resultado? Empate e… alguém me arruma o filme da Caroline Miranda? :)





Vivi.com.alguma.coisa

4 09 2009

Depois de duas resenhas bem-sucedidas, sempre existe o problema de “o que fazer a partir de agora”. Confesso que pensei em simplesmente deixar pra lá, e voltar quando tivesse uma nova subcelebridade tirando onda de gente importante fornecendo na frente das câmeras, mas o universo das subcelebridades sempre se renova e, felizmente, apareceu na minha frente o novo da Vivi Fernandez, “Vivi.com.tesão”.

Vivi Fernandez é a ultimate subcelebrity, pelo simples fato de ter aparecido para o estrelato nos programas do Sérgio Mallandro[bb]. Apesar de fazer mais caras e bocas do que o necessário e de só contracenar com o namorado Hugo, que mantém A MESMA BARBICHA nos três filmes da série Vivi.com.*, a ex-mallandrinha gosta do riscado. Não é assim uma Márcia Imperator, que sempre foi uma atriz pornô in disguise, mas Vivi se entrega ao papel e mantém o nível do filme alto.

(Interlúdio capilar: segundo a Bia, a Vivi Fernandez estava com um “aplique-Angélica-vou-de-táxi“.)

***

Para quem não entendeu: a série Vivi.com.* (Vivi.com.vc, Vivi.com.anal e Vivi.com.tesão) vem modernizar o pornô introduzindo a putaria virtual. Os enredos são os mesmos, só variando se a Vivi só faz o “básico” ou parte para anal e outra mulher, e mostram Vivi entrando na internet para marcar hot dates pela webcam, realizando um belo trabalho social ao excitar outros casais e seu namorado.

Detalhe nerd: TODOS usam notebooks Sony Vaio[bb]. Espero que a Brasileirinhas não tenha que deixar nenhum notebook no recall.

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Antes de iniciarmos a resenha, a bronca do dia: Brasileirinhas, por favor, bote um som ambiente decente nos filmes! Microfone loooooooonge… mal se ouvia qualquer coisa balbuciada pelos atores. Ridículo.

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A primeira cena tem a participação de Lana Starck, a atriz/guru oficial para subcelebridades que precisem fazer cenas lésbicas, fazendo o tipo sonho-de-consumo-da-nerdalhada: webmaster bonita, de óculos charmosos fazendo pose de pseudointelectual e soltando um “você, pessoa” (diminutivo de “você enquanto pessoa humana”); e, óbvio, muito taradona, afinal é um filme pornô de catiguria, crasse e coisas assim.

A cena em que as duas, Lana e Vivi, botam as aranhas pra brigar usando como justificativa o site da Vivi feito pela Lana é muito brega: momento clipe-do-Fantástico-dos-anos-80 com as duas se agarrando contra a luz, uma piscina cheia de pétalas de rosa e cercada de velas de milhares de cores (segundo a Bia as velas combinavam com o tom dos cabelos das atrizes) com inscrições indecifráveis em japonês e… uso de maçã verde[bb] como instrumento de luxúria! Gente, maçã como símbolo da luxúria é MUITO Capitão Óbvio! :P

(Interlúdio duvidoso: numa relação lésbica, quem é a passiva e quem é a ativa?)

E quando você achava que iria para a segunda cena… blé, alguém esqueceu de deixar a suíte do motel alugada por dois períodos (que feio, Brasileirinhas!). Corte abrupto, corte de cena, tiveram que trocar de suíte e chamaram o Hugo para figurar entre as moças e plantas de plástico cenográficas. Corte fantástico. Adorei! Bah, pelo menos o motel tinha duas suítes com temática amazônica, então definitivamente o corte de continuação não foi um FAIL assim tão grande. E Lana Starck se mostra bem eclética, não que seja uma Mônica Mattos[bb], que transa quase que com qualquer coisa que se mova, mas enfim, Lana é bem eclética e joga em várias posições na cena.

Quando finalmente passamos para a segunda cena, Vivi assiste um outro casal trepando pela webcam. Aliás, a moça é bem resistente, aguentou uma boa meia hora de pancada pura com um ator animado à la coelho da Duracell. Não sei o nome da moça (que feio da minha parte!), mas já ganhou alguns pontos, pelo menos por ter sido mais animada que a Regininha Poltergeist na soma de todas as cenas do último filme dela.

Na terceira cena, Vivi e Hugo brindam a vida (coisa bonita, não?) e derramam algum espumante[bb] (ou seria champanhe[bb]? Não dá pra ver a marca) um no outro para fazerem o solo dos dois. É óbvio que, sendo os dois namorados e coisa e tal, a cena fica bem interessante, afinal Vivi Fernandez gosta do assunto e etcétera e tal. É sempre bom ver um filme pornô com uma atriz que gosta do que está fazendo, ouviu Regininha Poltergeist?

Na quarta cena, Vivi volta a ver um casal trepando na webcam. Parece repeteco da segunda, mas não é; na segunda cena não tinham luzes de boate nem um mané afobado e sem jeito para plugar uma webcam no Vaio, então definitivamente não ficou tão boa.

E, finalmente, porque parece que ela gosta e o diretor J. Gaspar também, uma cena em que Vivi Fernandez se masturba na frente do Vaio. Ao contrário da primeira cena do Vivi.com.vc, ela não se masturba com o Vaio, somente na frente do Vaio. Será que alguém da Sony Brasil viu o Vivi.com.vc e pediu pra Brasileirinhas não usar o notebook como objeto masturbatório?

***

And finally… Brasileirinhas, fala sério. DUAS horas de filme? :-O








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