Por isso algumas pessoas se tornam lendárias

31 10 2009

Como as pessoas se tornam lendas? Como elas saem do simples “é bom”, passam pelo “gênio” e chegam no estágio superior da mitologia? Eu não sei como as pessoas chegam lá, mas acabei aprendendo a reconhecer as que chegaram lá.

Por isso não resisti a Foda Radical, filme caça-níquel da Brasileirinhas que coloca o ex-Cláudia Raia, ex-ator da Globo, ex-astro da Casa dos Artistas, ex-rinoceronte, ex-garoto-propaganda de vale-tudo, ex-ator pornô, ex-tudo, atual sei-lá-o-quê-na-Record e Mestre do Universo Alexandre Frota no seu lugar de lenda viva. Filme criado a pretexto de mostrar uma cena inédita de Frota com Nikki Rio, a Brasileirinhas acaba dando um longo passeio de 3 horas e 9 cenas pela carreira pornô do astro e, involuntariamente, mostra como Alexandre Frota se tornou a figura larger than life que ele é. De bônus, uma grande lista de atrizes que contracenaram com Frota nestas cenas; ficaram de fora, por exemplo, tia Rita Cadillac e Márcia Imperator.

(Nota: fiz um esforço para tentar identificar o filme original da cena e a atriz com quem Frota contracenava. Óbvio, não consegui nada próximo de 100% de acerto. Enfim.)

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A primeira cena é a inédita com Nikki Rio; a atriz e seu clitóris avantajado se esfrega no corrimão, esperando que a luz estourada anuncie a presença do Frotinha. O rino não quer conversa e sim agarração, o que dá a Nikki a chance de mostrar o quanto se aprimorou na arte de engolir atores. Já em ponto de bala, nosso personagem principal pôde mostrar o quanto é mestre absoluto na arte de cobrir fêmeas à sua maneira documentário-de-animais-fazendo-sexo-no-Discovery. O leitor mais atento entendeu que Frota não ficaria muito tempo sem usar sua marca registrada, a posição do rinoceronte, e isso aconteceu depois de mais uma sessão de felação; da mesma maneira que o conhecedor mais astuto adivinhou que Frota iria, como sempre, explorar os limites da flexibilidade feminina na hora do sexo.

E quando você acha que “ah, agora vai acabar”… nah, aparece um divã e Frota volta a cobrir Nikki num remix da posição do rinoceronte. Ficam de saco cheio do móvel recém-aparecido, voltam pra cama, uma sensação de “já vimos isso há 10 minutos atrás, né?”, Nikki foi finalizada mas não bateu 3 vezes, o que permitiu a Frota continuar arrombando até a difícil ejaculação, com um EPIC FAIL da sonoplastia de bônus (é Brasileirinhas, né?).

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E vamos à segunda cena, de “A bela e o prisioneiro”, com Karol Angel, Letícia Scott e um Frota no início da sua jornada pornô, vestido de bicheiro pobre. Um pagode no meio da rua de uma favela é interrompido por uma música tensa de suspense com uma morena rebolando; a câmera distorce para Frota e a morena saírem do pagode e entrarem num barraco com uma mudernésima cenografia de maderite. No agarra-agarra Frota até derrama cerveja no chão (espera-se que tenha sido cerveja ruim) e, enquanto ela chupa, o DJ volta do banheiro e coloca musiquinha-de-fundo-de-filme-pornô. Frota mostra todo o seu vigor de quando era mais jovem e mais acrobata, quase arranca como um troféu de guerra os grandes lábios da morena ao ritmo de uma música de jogo de Master System e tenta arrombar a boca dela com as bombadas.

Não satisfeito, ele joga a mulher de um lado para o outro como uma boneca de pano, quase destrói o cenário na penetração e inventa a posição pogobol (sim, a mulher pula!) até que alguém bate a porta. Para que continuasse duro, a morena engole Frota enquanto a amiga loura chega e é recepcionada pelo mito; Frota joga a morena pro quarto e a recém-chegada acaba sendo coberta pela lenda vida na mesinha da sala. Logo Frota leva a loura pro quarto e dá no couro das duas até que… pede água para continuar a cobertura; a morena coloca dopante na água, Frota bebe, jorra na loura, apaga, vai preso pelas policiais (sim, eram policiais!) e, preso pela segunda vez (pelo menos estava na manchete), aparece na capa do “The Sampa Times”.

Você já foi capa de jornal? Frota foi.

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Terceira cena. Frota na cadeia. Um videowall avermelhado. Alucinações por toda parte. Ou não. Uma morena. Frota cai de boca. Uma loura. Frota enfia em todos os buracos abertos das duas, pela frente e por trás. Puxa cabelo como se fosse corda para uma penetração mais profunda. Enfia. Enfia. Ejacula nas duas. Fim da cena-cabeça, tão cabeça que… J. Gaspar, por favor, me explica a lógica…

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Quarta cena, a primeira cena de “Na Teia do Sexo”, com Graziella Gucci. Frota como um detetive fracassado e desiludido com a vida, que faz roleta-russa e dispara… no momento em que acorda do pesadelo e entra uma cliente pedindo um serviço. Lógico que não demora muito para se agarrarem ali mesmo no escritório, trepando em cima da mesa de trabalho – sem saber que a assistente via tudo pela fresta da porta e se masturbava. Frota, para variar, quase sufoca a atriz, e explora todas as maneiras de se usar uma mesa como superfície trepatória, expandindo a ciência e a arte do cinema pornográfico.

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Quinta cena. Uma grande tatuagem de dragão, que depois se revela num corpo de uma loura, aparece lentamente com uma dança que, digamos, é uma versão mais erótica das danças garota-do-fantástico; logo depois, aparece uma morena com sutiã pontudo e, ao som de uma música de gosto duvidoso, aparece um clipe com melhores momentos de chupadas. Depois disso tudo, Frota cobre a loura e parece não se importar com nada mais até que para tudo, pede pra câmera focalizar a morena esperando, manda a loura olhar para a morena e se masturbar, ou algo assim.

Corte e a morena se masturba até que Frotinha cai de boca no grande grelo dela e rasga a meia-calça criando uma corda para amarrar as mãos da parceira e poder enfiar mais tranquilamente. Enquanto J. Gaspar provava que sequencia e edição coerente é pros fracos, Frota volta para a loura, que finalmente retirou o sutiã, e vê uma segunda morena adentrar a cena; a nova participante começa a se esfregar nas outras duas e acaba sendo coberta por Frota de uma tal maneira que faz cara de pomba-gira e recebe santo enquanto senta no nosso herói.

É, eu sei, tá confuso. Mas a cena ainda é mais confusa.

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Sexta cena, não percam a conta. Frota, aparentemente vindo do jiu-jitsu ou algo do tipo, chega em casa, ou numa casa, sei lá, e se atraca com uma loura que mostra toda sua fome, vontade e aflição de receber a Lenda. O rino rasga a calcinha da atriz pelos dois lados e, já que estava no ritmo, arranca logo o resto da lingerie para arrebentar no anal e fazer a loura gritar e se mexer ensandecidamente, tentando inclusive tirar a touca de Frota enquanto ele praticava a cunilíngua nela. O resto é Frota arrombando.

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Sétima cena, ainda estão aí? Duas louras com um figurino vindo diretamente da 25 de março se pegam, e para completar a festa Frota vem direto de um treino de vale-tudo; mal troca palavras e já vai cobrindo a primeira, depois fica muito doido e manda a primeira pegar uísque para que ele possa cobrir a segunda; não satisfeito, fica ainda mais doido e joga vinho na cara das duas, arremessa champanhe em uma, banha seu pênis de chocolate (ou algo do tipo) para as duas lamberem. Do nada, a cena para, Frota olha para a câmera e faz o seguinte discurso: “O Ministério da Saúde adverte: transar sem camisinha é prejudicial à saúde. Portanto, preserve-se, faça sexo seguro, afinal a vida não é um filme”; na volta do momento utilidade-pública, cobre freneticamente as duas, ejacula… jorra… rega a cara das duas, deixa as duas louras dormindo e vai se encontrar com uma terceira mulher.

Bônus para quem achar uma camisinha sendo usada na cena. Hipocrisia de ânus é pênis.

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Oitava e penúltima cena, retirada de “A proibida do sexo e a gueixa do funk”, em que Alexandre Frota ataca de DJ. Atrás das carrapetas, Frota gasta a rima: “O negócio é comer cu e boceta, e ainda vamos dizer ‘veremos’, com vocês Natália Lemos!”. Natália Lemos entra com visual popozuda e piercings, vai até o chão, acaba se agarrando com Frota ao som de funk ruim, e tal e qual luta de vale-tudo começam em pé mas logo vão para o chão, com Frota enfiando na frente e atrás.

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Nona e última cena. Um senhor de cabelos grisalhos observa a sua esposa louríssima se mostrando (sim, é isso mesmo, believe me); ouve a campainha tocar e abre a porta para Frota entrar. A lenda ouve do marido que ele é voyeur, gosta de ver a esposa com outros e que será recompensado monetariamente se a fizer gozar. Moral da história: Frota passa a cena inteira perguntando pro tio se está bom; até a garganta profunda que ele obriga a loura a fazer nele passa quase batida. O que importa é que no final a mulher aprova e ele recebe o checão.

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E com isso terminanos nosso passeio pela vasta carreira pornográfica do Mestre do Universo Alexandre Frota na Brasileirinhas. Aliás, isso me lembra que precisamos falar de algum dos filmes dele na Sexxxy. Mas isto é para outro post…








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