Musas, voltas e casas da vovó

23 06 2012

Lembram da nossa última resenha cinematográfica? Sim, fazem quase nove meses. Mas voltamos às origens, com Musa do Brasil, produção da Brasileirinhas estrelada por Márcia Imperator – depois de muito tempo, de volta aos filmes.

Primeiro, às observações:

  1. Depois de muita discussão na redação deste Cahiers, chegamos à conclusão que a Brasileirinhas gravou todas as cenas no filme na casa da avó de alguém. Ou num motel com decoração de casa da avó. Deve ter algum motel com decoração de casa da avó.
  2. Todas as atrizes ou não colocaram silicone ou colocaram com algum cirurgião que sabia fazer cirurgia. E Márcia não colocou silicone.

A primeira cena, a única com Márcia, começa com a eterna musa do Teste de Fidelidade à beira da piscina trollando loucamente seu ex-colega de programa Oliver (que, aliás, também virou ator pornô) e se gabando de estar ganhando uma aposta por “pegar mais gostosos”. Naturalmente, estando à beira da piscina, ela mostra um ator se refrescando, e ao comando dela sai com sunga branca e tudo. E a cena transcorre assim, com Márcia surpreendentemente berrando pouco mas dominando a cena, provando que continua sabendo tudo do ofício pornô e dando muita ordem ao ator, do início da cena à hora do jato.

A segunda cena é com Vanessa Garcia, no quarto, fazendo algo que parece um strip e se atracando com um ator de bandana amarela. Já que, aparentemente, o diretor liberou os berros, Vanessa berrou loucamente, com direito a berro cortado na hora final.

A terceira cena, no sofá da vovó, é com Patrícia Kimberly mostrando os peitinhos para dois rapazes. Não satisfeita em contracenar com dois ao mesmo tempo, com direito a DP e tudo o mais, Kimberly manteve o corpete e berrou ainda mais que Vanessa.

A quarta cena, com Cristine Rio, é no quarto de hóspedes, quando a moça faz um stripzinho aleatório até chegar o ator e começarem uma cena esquecível.

A quinta e última cena, também com Cristine Rio, voltou a ser no sofá (o diretor gostou do sofá, ao contrário da editora-adjunta), desta vez com um ator de bandana branca e fã de acrobacias atléticas.

No final, um filme que passaria sem ser notado se não fosse a presença de Márcia Imperator, a musa do Brasil.





Pura história de um desejo

9 09 2009

Vamos iniciar o ano com o pé direito? Então tá. Duas resenhas em um único post. Peguem uma bebida e se preparem, porque lá vamos nós.

Puro desejo

Para quem não se lembra, esse é o filme que a Brasileirinhas fez a partir de uma cena da tia Rita Cadillac[bb] e do rinoceronte Alexandre Frota[bb], e que, tipo, os dois renegam, já que tentam uma vida no “pós-pornô”. Enfim.

A abertura do filme mostra a tia Rita caindo na baladenha, e corta logo para a primeira cena, a com o Frota. Chato é que o editor, provavelmente, foi ao banheiro nessa hora, e algum estagiário deixou a música (aliás, bem sonolenta) da abertura tocando; o ápice da bizarrice musical foi quando, na hora em que tia Rita praticava a felação no Frotinha, o estagiário botou uma música de corrida de jogo para Super Nintendo[bb]. Hilarity ensures.

(Aliás, devemos observar, Rita Cadillac melhorou MUITO a sua técnica. Não passa de uma tia esforçada, mas pelo menos já não é aquela coisa de chorar de raiva dos primeiros filmes.)

E, falando em momentos toscos, uma hora o rino Frota aparece subindo as escadas do quarto de motel de gatinhas. Sério, de gatinhas. Criação de clima FAIL.

Lá pras tantas o editor reassume as carrapetas, desliga a música e, coincidentemente, o filme anima. Frota dá suas bufadas, mostra sua refinada técnica animal de cobrir fêmeas e faz tia Rita gritar, assustada, ao ser violentamente penetrada pelo animal.

Na segunda cena, tia Rita gritou menos e até manteve diálogos com o rapaz. E insistiram com a música tosca, felizmente alguém recebeu a iluminação e cortou logo o fundo musical.

Terceira cena, a coisa começa a ficar cansativa para o espectador, e aparece um ator louro (provavelmente de água oxigenada) e com um jeitão surfista para entreter tia Rita, provavelmente como prêmio por ela ter tentado fazer uma dança sensual mas só estar parecendo meditação poser. Não tem diálogos e os gemidos baixos induzem ao sono, auxiliados pela música (ainda) tosca e pela cortina vermelha contra a luz. Passe um café, sério.

Quarta cena, e quem ainda não botou um filme do Jean Claude Van Damme[bb] pra ficar alerta vê a tia Rita, com um cordão com algo que parece rubi na cintura e bem mais animada que na cena anterior, com um ator vestido homenageando os garçons. Mas a estrela são duas frutas: a banana que é degustada e, fingindo ser chupada por tia Rita, é entregue ao garçom para que ele enfie a fruta nela; e a maçã que é mastigada por tia Rita enquanto recebe uma jorrada do rapaz nas costas.

Quinta cena, ninguém aguenta mais o filme, mas tem mais, agora é numa casa de praia com uma mistura de Dodi de A Favorita e Falcon. Cena, aliás, que serve de alerta sobre os perigos de ficar mais tempo que o necessário no bronzeador artificial, porque a pessoa fica quase torrada que nem a tia Rita. Do resto, cena externa, muito espumante derramado, posições acrobáticas (por um momento pensei que o Matheus Carrieri estivesse fazendo a cena, ele que gosta desse tipo de papagaiada) e, para terminar o filme, o Dodi-Falcon goza com a tia Rita deitada no banco do jardim.

Ufa.

Histórias de uma Gueixa 2

Primeiro, elogios à Brasileirinhas: cenários bem feitos, impecável em termos de figurino.

Na primeira cena, Júlia Paes[bb] mostra que academia e silicone podem funcionar. Ela está, para variar, belíssima, mostrando suas habilidades gueixas em se despir e depois com um consolo vermelho, tendo ao fundo música de filme oriental. Logo chega um mano com calça amarelo-fluorescente (ou seria fosforecente), trancinha e tudo no cabelo pra cair de boca na Júlia, que retribui mostrando sua técnica no fellatio. Chato é que aceleraram a velocidade da cena retalhando-a com diversos cortes, mas enfim, o filme é longo e vamos que vamos.

Na segunda cena, ela, Bruna Ferraz e sua bunda descomunal, com efeitos visuais chiquerésimos e muito bonitos (uau, Brasileirinhas!). Bruna mostra a sua grande capacidade de dominar a cena no grito, embora estivesse até bem calminha; mantém o espectador ligado na cena e garante que, ao levar ferro na frente e por trás, leve de maneira garbosa.

Na terceira cena, Yumi Saito/Anne Midori mostra que aprendeu direitinho a técnica do guarda-chuva assassino; quando se cansa de mostrar o que aprendeu, se despe e despe Márcia Imperator[bb]. As duas partem para a chupação mútua, esperando a entrada de um ator com uma roupa de cetim azul para combinar com o robe azul estendido no chão, afinal é uma produção de bom gosto. Márcia mostra que entende tudo de felação, depois vê Yumi/Anne levando ferro e berrando tresloucadamente, e depois ela mesma leva ferro. E dona Imperator leva a cena bem tranquila, deixa que Yumi/Anne até apareça mais que ela.

Já a quarta cena… Natália Lemos, a mais desconhecida de todas, teve a complicada incumbência de encarar o maior dote de todos. E se saiu muito bem, se mostrou completa, particularmente na felação, e isso apesar de esquecerem de ligar o chroma key.

E agora a cena final, a quinta. Bruna Ferraz e sua bunda que não acaba nunca pergunta “sentiram saudades de mim? Eu voltei!”; não satisfeita, brinca com um punhal (mas não muito perto pra não estourar o silicone) e faz cara de “se não me comer vou cortar sua ferramenta fora” pro ator, que acaba na desconfortável (hehe) situação de devorá-la pela frente e por trás. Definitivamente Bruna Ferraz nasceu pra ser atriz pornô.





A fome da girl

4 09 2009

Pois é, amiguinhos, hoje tem resenha pornô[bb]. Aliás, batalha de filmes pornô.

Deste lado do ringue, o mais novo da Brasileirinhas, “Fome de Sexo”, estrelando Kid Bengala e Márcia Imperator. Kid, aliás, sei lá, tenta passar a imagem de quem está ali se divertindo, que realmente tem tesão em trepar diante das câmeras e não está ali por dinheiro; deve ser aquele tiozão legal pra parar no bar, tomar umas cervejas e falar de qualquer coisa. E Márcia… é Márcia Imperator, period… “ai meu cu feladaputa” e berros do mesmo calibre. Aquela que sempre foi atriz pornô, mesmo quando era atração do programa do João Kléber. Enfim, temos também Quesia Benazi, Larissa Mendes e Belinha.

Já do lado de lá do ringue, Júlia Paes em “Sexxxy Girl”, novo blockbuster da Sexxxy, que vêm investindo em celebridades. Júlia Paes, para quem não sabe, é aquela que foi namorada do Thammy Gretchen, e isto basta. E Júlia puxa Melissa Pitanga, Letícia Clioker, Rogê, William e Igor; um dos três mancebos citados parece cover do genial Carlão Bazuca, o preferido das atrizes brasileiras, só não me pergunte qual é :P

***

Vamos agora, no round a round:

ROTEIRO – Roteiro é pros fracos no filme da Brasileirinhas[bb], é o Kid Bengala enfiando em qualquer buraco que esteja na frente; já no da Sexxxy[bb], se entendi perfeitamente, são moças relembrando trepadas inesquecíveis. Ponto para a Sexxxy, Sexxxy 1×0.

ABERTURA – Enquanto a Sexxxy atacava com clima de música do Enigma[bb], a Brasileirinhas vinha com cenas das atrizes urrando para Mr Kid, e a Belinha tentando copiar um visual Barbarella. Ponto para a Brasileirinhas, porque Enigma já teve seu tempo. 1×1 no placar.

PRIMEIRA CENA – A cena entre Kid Bengala e Márcia Imperator foi esquisita, Márcia não estava à vontade na cena (aliás, todo o desconforto dela aparece na cena do making of, em que ela se enche de uísque pra encarar a bengala do Kid), Márcia não deu seus tradicionais berros, Márcia não domina a cena, Márcia não consegue engolir tudo, Kid não consegue enfiar tudo. Mas o que oferece a Sexxxy? Júlia Paes se virando pra transar na escada com um cidadão paramentado como um pianista pai-de-santo. Fora que a música continua irritante. Fora que Júlia Paes entende do assunto, mas definitivamente não empolga. E gastar um dinheirão alugando uma mansão pra usar… a escada[bb]? Ponto para a Brasileirinhas, que vira para 2×1, e olha que nem citei o momento “Sexytime” da Júlia Paes.

SEGUNDA CENA – A segunda a encarar Kid Bengala é a Quesia Benazi. Moça esforçada e tal, mas definitivamente é inodora, incolor e insípida. Melissa Pitanga, fazendo o estilo “moça-intelectual-leitora-de-livros-mas-que-pega-fogo-por-dentro”, dançando sensualmente e levando pela frente e por trás, leva sem grandes dificuldades. Ponto para a Sexxxy, que empata em 2×2.

TERCEIRA CENA – Larissa Mendes é linda, Larissa Mendes aguentou Kid Bengala no rabo, Larissa Mendes entende do riscado, mas deu azar, porque na Sexxxy tem Júlia Paes e o Carlão Bazuca cover, pela frente e por trás, na já famosa cena em que Júlia anuncia aos quatro ventos que gozou em cena pela primeira vez. Como Júlia protagonizou um momento histórico, vamos relevar o fato de que essa coisa de trepar em banheiras de motel com pétalas de rosa e velas é incrivelmente clichê, vamos relevar o fato da Júlia frangar e não aguentar muito tempo por trás. É uma pena, Larissa, mas você deu azar de enfrentar um momento histórico e perder um ponto garantido, então é ponto para a Sexxxy, que vira em 3×2.

QUARTA CENA – Letícia Clioker encara um jardineiro, e sim, <insira sua piadinha engraçaralha envolvendo jardineiro trepando e material de jardinagem[bb] aqui>. Encarou por trás e não arregou, mas deu azar porque justamente na sua cena Kid Bengala finalmente encontra uma adversária à altura; Belinha encarou a bengala do tiozão com alegria e muita disposição por todos os buracos abertos, e por isso salva a partida para a produtora do Grupo Fallms. Ponto para a Brasileirinhas, o garoto do placar avisa que estamos em 3×3.

Resultado? Empate e… alguém me arruma o filme da Caroline Miranda? :)








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